Mariliense troca os EUA por Portugal e acerta com Benfica

João Vitor de Oliveira foi semifinalista nas Olimpíadas do Brasil de 2016, nos 110 metros com barreiras

Semifinalista dos 110 metros com barreiras nas Olimpíadas do Brasil de 2016, o mariliense João Vitor de Oliveira, o “João da Barreira”, tem uma nova ‘casa’ para se preparar para os Jogos Olímpicos do Japão em 2020. O atleta trocou a cidade de San Diego nos Estados Unidos pela capital portuguesa de Lisboa. A proposta aconteceu em setembro e no mês seguinte assinou contratado de três temporadas.

“Esse interesse do clube aconteceu, porque no período em que disputei competições europeias, passei dois meses treinando em Lisboa”, explicou João Vitor. O corredor dos 110m com barreiras falou sobre a decisão da troca na preparação. “O EUA foi o lugar em que eu me estruturei fisicamente e mentalmente, foi o primeiro passo para conseguir voos mais altos. O País é referência mundial em treinamentos, mas desde o começo do ano eu já tinha como meta me mudar para a Europa. Conversei com o meu treinador e acertamos que o próximo passo seria esse, até porque eu queria estar em um lugar onde fosse bom para a minha carreira e que eu me sentisse bem, para construir a minha família. Para mim os EUA não era esse lugar, tudo se limitava ao profissional”, declarou.

Outro motivo que ‘pesou’ para a mudança do mariliense foram as competições. “Minha temporada se resumia em treinar nos EUA e competir na Europa. Agora posso fazer as duas coisas no mesmo lugar. O custo benefício é muito grande”, frisou. João da Barreira elogiou a estrutura oferecida pelo Benfica. “A estrutura do atletismo se assemelha a do futebol, todo o departamento médico, de fisioterapia e recuperação é o mesmo. Tudo é feito no Estádio da Luz. Somente os treinamentos que são feitos em um local separado, mas que também é uma estrutura de primeiro mundo, com uma pista aberta e outra coberta”.

Benfica é potência

O mariliense ressaltou que o Benfica é um dos maiores clubes de atletismo da Europa. “Eles conquistaram os últimos sete títulos nacionais e as duas últimas Taça dos Campeões Europeus (2015 e 2016). Só não ganharam nesta temporada, porque a competição acabou sendo cancelada. Seria em Istambul, na Turquia, na mesma época que houve os atentados terroristas no aeroporto da cidade turca”, lembrou.

Em maio de 2018 acontece o Campeonato Mundial Indoor (Pista Coberta), em Birmingham, na Inglaterra, que será a principal competição do atletismo na temporada. Como não há a prova dos 110m com barreiras, João Vitor tentará o índice para os 60m com barreiras, que é de 7 segundos e 70 centésimos. “Será a primeira vez que treino para a temporada ‘indoor’ (pista coberta), já que é a única competição de grande porte que temos no ano, assim podemos fazer uma preparação específica sem se preocupar tanto em ter que fazer outra preparação para um Mundial de pista aberta ou Jogos Olímpicos”, comentou.

Em janeiro, o mariliense irá disputar duas competições na Europa. A primeira será no dia 6 (sábado) em casa (Lisboa) e a segunda no dia 21 (domingo), em Dortmund, na Alemanha.

Marca em 2018

Na prova dos 110 metros com barreiras, João Vitor de Oliveira, de 25 anos, tem como melhor marca na carreira 13s45 e em 2018 pretende diminuir seu tempo em 15 centésimos. “Estou trabalhando para buscar a melhora desse resultado, na casa dos 13s30. É o que eu acredito que posso correr já para esse ano”, finalizou.