Marília soma 37 casos de dengue no ano

Marília soma neste ano 37 casos autóctones de dengue, ou seja, com transmissão dentro dos limites municipais. Não há registro de casos importados, trazidos de fora, neste ano. Ao todo houve 476 notificações suspeitas, mas muitas tiveram resultado negativo ou ainda não se confirmaram. O mês de outubro foi o de maior número de casos em 2017, com 77 suspeitas e 12 confirmações. Seguido de janeiro,

Marília soma neste ano 37 casos autóctones de dengue, ou seja, com transmissão dentro dos limites municipais.  Não há registro de casos importados, trazidos de fora, neste ano. Ao todo houve 476 notificações suspeitas, mas muitas tiveram resultado negativo ou ainda não se confirmaram.
O mês de outubro foi o de maior número de casos em 2017, com 77 suspeitas e 12 confirmações. Seguido de janeiro, com seis casos confirmados, e setembro, com cinco. Em fevereiro houve o maior número de suspeitas do ano, 80, mas somente três casos tiveram resultado positivo.
Em seguida, por ordem de transmissão, estão os meses de março e novembro, com três casos confirmados cada.
Maio teve duas vítimas de dengue, assim como agosto. E em junho, uma. Os meses de abril e julho não tiveram nenhum caso da doença, mas houve investigação de suspeitos, 34 e seis respectivamente. Os dados são do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do Estado de São Paulo, que ainda não fechou o balanço de dezembro.
No começo do mês, a Vigilância Epidemiológica lançou um alerta. Em alguns bairros da cidade, o total de imóveis inacessíveis chega a 60%. É o caso do Santa Antonieta, Aniz Badra e Castelo Branco (zona norte); Parque dos Ipês e Nova Marília (zona sul) e Aeroporto (leste).
A supervisora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, Alessandra Arrigoni Mosquini, lembrou que, em uma semana, foram seis novos casos confirmados, por toda a cidade, o que indica risco de transmissão independente da região.
“A maneira mais eficiente de combatermos a dengue e as outras doenças relacionadas ao Aedes é a eliminação dos criadouros. Quando temos um caso positivo, precisamos fazer a nebulização, o que está ficando inviável com essa alta pendência”, alertou.
Ainda conforme a supervisora, em grande parte das pendências é observada a recusa no acesso. “Os profissionais são devidamente identificados e seguem um protocolo, durante esse atendimento. A vistoria é realizada junto com morador, com o objetivo de orientar. Se a pessoa está em casa e não abre a porta, pode estar colocando em risco a saúde coletiva”, destacou.