Justiça nega liberdade a acusado da morte de desempregado

Decisão da Justiça de Marília negou pedido de liberdade impetrado pela defesa de Marcos Antônio da Silva Oliveira, de 21 anos, também conhecido como “Paquito”. Ele está preso acusado de ser o autor do assassinato de Gabriel Anizesia Ferreira, de 18 anos, em crime ocorrido em julho no bairro Alcides Matiuzzi, na zona Norte da cidade. O pedido de revogação da prisão preventiva foi impetrado pelo adv

Decisão da Justiça de Marília negou pedido de liberdade impetrado pela defesa de Marcos Antônio da Silva Oliveira, de 21 anos, também conhecido como “Paquito”. Ele está preso acusado de ser o autor do assassinato de Gabriel Anizesia Ferreira, de 18 anos, em crime ocorrido em julho no bairro Alcides Matiuzzi, na zona Norte da cidade.

O pedido de revogação da prisão preventiva foi impetrado pelo advogado Fabiano Izidoro Pinheiro Neves. O defensor alegou que o acusado é primário e com residência fixa. O juiz da 1ª Vara Criminal, José Augusto Franca Junior, rejeitou as argumentações e indeferiu a solicitação.

“Não merece guarida o pedido da Defesa. Verifico que a situação não se alterou desde a decisão, de modo que presentes os motivos que a ensejaram, mantenho a prisão cautelar. Além disso, cumpre ressaltar que eventuais condições subjetivas que sejam favoráveis ao réu, não podem prevalecer em detrimento da tranquilidade social, desde que contra ele haja indício veemente de crime grave, como ocorre no caso analisado”, disse.

Com a decisão, “Paquito” permanece recolhido na penitenciária de Marília. Ele e o comparsa Caio Vinícius Pedro Ferreira, de 19 anos, o “Gordinho”, que permanece foragido, foram indiciados pelo crime de homicídio qualificado. Se condenados, as penas podem chegar até 30 anos de prisão em regime fechado.

Crime – O décimo homicídio do ano ocorreu no final da noite do dia 29 de julho, por volta das 23 horas, na rua Hidekazu Mitsui, no bairro Alcides Matiuzzi, na zona Norte da cidade. 

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), a vítima estava em um bar com colegas quando deixou o local para atender o telefone celular. O desempregado foi alvejado por vários tiros na região da cabeça e morreu no local.

Nas roupas de Ferreira foram apreendidos R$ 75 em dinheiro, porção de maconha e folhas de seda. O celular usado pela vítima não foi encontrado no local.

Investigações da Polícia Civil apontaram que o crime teve motivações passionais e foi cometido por uma briga anterior entre a vítima e “Paquito” por uma namorada.

Motivado pelo desentendimento, “Paquito” foi até o local do crime em um veículo conduzido por “Gordinho” e efetuou os disparos contra a vítima. A Polícia Civil ainda apura a participação de uma terceira pessoa no assassinato.