Protesto contra preço da gasolina mobiliza motoristas

Motoristas de Marília organizaram um protesto contra o aumento do preço da gasolina e o que eles classificam como cartel praticado pelos postos de combustíveis da cidade. O litro da gasolina está sendo vendido em Marília a R$ 4,06 na maioria dos postos com variação mínima nos centavos. Cerca de cem motoristas de veículos e motocicletas percorreram sete postos de combustíveis da cidade, abastecera

Motoristas de Marília organizaram um protesto contra o aumento do preço da gasolina e o que eles classificam como cartel praticado pelos postos de combustíveis da cidade. O litro da gasolina está sendo vendido em Marília a R$ 4,06 na maioria dos postos com variação mínima nos centavos.
Cerca de cem motoristas de veículos e motocicletas percorreram sete postos de combustíveis da cidade, abasteceram com R$ 0,50 e solicitaram nota fiscal. Em alguns postos houve tumulto em razão do grande número de motoristas solicitando a nota. O protesto foi organizado pelas redes sociais e Whatsapp. 
Segundo o projetista Aparecido da Silva Santos, um dos motoristas organizadores do protesto, a ideia surgiu com a indignação com o preço da gasolina em Marilia estar superior a R$ 4,00. “Eu viajo e abasteço em outras cidades até por R$ 3,70 e em Marília está mais de R$ 4,00. Muitos motoristas ficaram indignados e decidimos fazer o protesto. E pretendemos fazer outros protestos novamente”, disse.
CARGA TRIBUTÁRIA
O presidente regional do Sincopetro de Marília, Gustavo César Henrique da Silva, disse que a alta carga tributária no combustível e a cotação do preço do petróleo fizeram o preço da gasolina disparar. “Os donos de postos apenas repassam o aumento. A cotação do barril do petróleo de julho para cá aumentou em mais de 27%. Temos que protestar contra o Governo e a política de preços”, disse.
Segundo o presidente do Sincopetro, a alta carga tributária também encarece o preço dos combustíveis no Brasil. “O combustível tem mais de 48% de impostos. Apenas 10% sobra para  as distribuidoras e os postos de revenda. Os postos tem um custo operacional muito alto”.
Sobre a diferença de preços praticados em Marília em relação a outras cidades, Gustavo César da Silva explica que os postos localizados em rodovias têm um volume maior de venda e com isso conseguem praticar preços menores. Ele afirma que a alta no preço dos combustíveis prejudica não apenas os consumidores mas também os donos de postos. “Os postos também abominam essa política de preços da Petrobrás. E se essa crise no Oriente Médio continuar e o barril do petróleo continuar subindo a Petrobrás vai continuar repassando para os postos”, disse.