SAF nega reajuste; empresas estudam medidas legais

O SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília) negou pedido de reajuste da tarifa das empresas de ônibus que prestam o serviço na cidade. Ontem o prefeito Daniel Alonso convocou a imprensa para, ao lado do presidente da Emdurb Valdeci Fogaça e do presidente da Câmara Wilson Damasceno, anunciar que não seria concedido aumento. O prefeito informou que tanto o SAF

O SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília) negou pedido de reajuste da tarifa das empresas de ônibus que prestam o serviço na cidade. Ontem o prefeito Daniel Alonso convocou a imprensa para, ao lado do presidente da Emdurb Valdeci Fogaça e do presidente da Câmara Wilson Damasceno, anunciar que não seria concedido aumento.
O prefeito informou que tanto o SAF como os poderes Executivo e Legislativo são contrários ao aumento da tarifa. “Nós entendemos as dificuldades que empresas enfrentam todos os dias e o esforço que elas desempenham para transportar os marilienses, mas não posso autorizar o reajuste sendo que a população não está contente com os serviços prestados”, disse Daniel Alonso.
As empresas Grande Marília e Sorriso estão solicitando o aumento desde o início da administração pois alegam estar há dois anos sem reajuste.  O prefeito Daniel Alonso disse ainda que enviou diversas reivindicações para a AMTU (Associação Mariliense do Transporte Urbano), entre elas, a volta das catracas no Terminal Urbano, um novo sistema híbrido de cobrança de passagens, novas linhas para bairros recém-formados e a pontualidade nos horários dos ônibus. O prefeito anunciou ainda que “em breve” vai fazer uma reforma do Terminal Urbano.
SEM REAJUSTE HÁ 25 MESES
Em nota encaminhada ao Jornal da Manhã pela assessoria da AMTU, as empresas informaram que com a decisão final do prefeito em não atender a solicitação do reajuste, “as empresas agora estudam quais medidas legais devem tomar para se garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado para a concessão dos serviços de transporte coletivo em Marília”.
As empresas informaram que em todos os momentos atenderam aos requisitos técnico-contratuais para a solicitação do reajuste tarifário em questão, em diversos momentos, desde outubro do ano passado, porém o último reajuste concedido foi em 16 de setembro de 2015, ou seja, 25 meses atrás.
Segundo as empresas, todos os valores apresentados pela AMTU foram calculados com embasamento técnico, sempre pautados no custo operacional previsto para o cumprimento de todas as ordens de serviço emitidas pela Emdurb, bem como todas as demais obrigações previstas no contrato de concessão.
 A AMTU informou que a Emdurb não apresentou nenhuma proposta técnica e fez apenas conjecturas sem a devida abordagem técnico-contratual. “A decisão do SAF também não foi unânime, mas sim cinco votos contrários ao reajuste e outros dois a favor. Entretanto, em um conselho onde a maioria dos membros são da própria gestão, jamais qualquer proposta contrária à Emdurb poderia ser aprovada. De qualquer forma, a posição do SAF é apenas consultiva, sem poder de deliberação, cabendo somente ao prefeito, mediante sua exclusiva responsabilidade, tomar a decisão final”.
Segundo a AMTU, além das diversas variáveis inflacionárias que compõe os custos, também faz parte da planilha as variáveis técnicas que compõem o custo final da tarifa, como por exemplo, a redução do número de passageiros pagantes, com uma gratuidade recorde, o dobro da média nacional, chegando a 38% dos passageiros.
Com relação a necessidade de mais melhorias no sistema, as empresas declaram que “em nenhum momento receberam qualquer reivindicação oficial, além das propagadas pela imprensa. Entretanto, as empresas realizam investimentos constantes desde o início das operações, das câmeras de vídeo para o monitoramento da segurança dos clientes, do GPS em todos os veículos para informações em tempo real através de aplicativos on line, e de cursos de aperfeiçoamento periódicos aos motoristas e funcionários”. A AMTU não informou se haverá mudanças no sistema de integração e se as catracas irão voltar a ser instaladas no Terminal.