Sasazaki realiza paradas seletivas e férias coletivas para evitar demissões

Com o setor da metalurgia apresentando uma retração de mais de 35% no número de profissionais contratados, a empresa Sasazaki concedeu nos últimos dias férias coletivas para cerca de 500 funcionários da produção e da área administrativa. A decisão foi tomada conjuntamente com o Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e Região com o intuito de evitar demissões entre os mais de 900 funcionários que a

Com o setor da metalurgia apresentando uma retração de mais de 35% no número de profissionais contratados, a empresa Sasazaki concedeu nos últimos dias férias coletivas para cerca de 500 funcionários da produção e da área administrativa. A decisão foi tomada conjuntamente com o Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e Região com o intuito de evitar demissões entre os mais de 900 funcionários que a empresa mantém atualmente.  

De acordo com o presidente do sindicato, Irton Siqueira Torres, as férias coletivas de 10 dias atingem funcionários da produção, além de banco de horas, Para os funcionários que trabalham com aço, o período é de 15 dias no banco de horas. Já os funcionários que atuam com alumínio devem ter quatro dias a partir do próximo dia 23.

Nos últimos dias, o sindicalista já havia afirmado que um dos pontos principais da luta sindical neste ano seria a manutenção do emprego, bem como a divulgação das ferramentas para evitar demissões. “Temos apresentado às empresas as possibilidades de jornada flexível, de banco de horas, entre outros recursos. Reconhecemos o momento difícil para todos e lutamos agora para manter os empregos”.

Em nota, o presidente da Sasazaki, Francisco Carlos Verza, afirmou que a empresa fez os ajustes necessários para preservar os empregos de seus mais de 900 funcionários e que as demissões ocorridas entre o ano passado e o início de 2016 foram motivadas pela necessidade de adequação ao mercado.

De acordo com Verza, as melhores opções encontradas foram as programações de paradas seletivas e férias coletivas no decorrer deste ano com o objetivo de alinhar o nível de estoque e as metas estabelecidas para 2016. O presidente acredita que, a partir do segundo semestre, o setor de materiais de construção volte a aquecer, como ocorre normalmente. “Também acreditamos que este ano será melhor do que 2015 e estamos nos esforçando para manter os colaboradores e mão de obra qualificada, evitando também os altos custos de contratação e formação de mão de obra”, disse.

Ao concluir a nota, Verza afirmou que “todas as iniciativas visam manter o crescimento sustentável da indústria e as metas traçadas para os próximos anos. Em breve a Sasazaki anunciará investimentos em flexibilidade e produtividade alinhados com a estratégia aprovada”.

METALÚRGICOS

Em 2015, 3 mil dos 8 mil trabalhadores do setor foram demitidos na região de Marília e, neste ano, muitas empresas fecharam as portas, estão com pedidos de recuperação judicial em andamento ou sofrem com dificuldades para efetuar pagamentos. “Este ano deve ser um pouco mais dificultoso do que o ano passado. Tivemos muitas demissões e o cenário não é de recontratação no curto prazo. Trata-se de um momento complexo”, explicou Irton Siqueira Torres.