Justiça absolve bando acusado de morte em“Tribunal do Crime” do PCC

Decisão da Justiça de Marília absolveu quatro réus acusados de integrar bando que executou o desempregado André Azevedo Moura, de 23 anos, num “Tribunal do Crime” da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em crime ocorrido em março de 2008. O Ministério Público (MP) pediu a pronúncia dos réus – Adriano Sant’ana Sena, o “Alemão”, Wellington Oliveira da Silva, o “Adidas”, Paulo César Pa

Decisão da Justiça de Marília absolveu quatro réus acusados de integrar bando que executou o desempregado André Azevedo Moura, de 23 anos, num “Tribunal do Crime” da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em crime ocorrido em março de 2008.

O Ministério Público (MP) pediu a pronúncia dos réus – Adriano Sant’ana Sena, o “Alemão”, Wellington Oliveira da Silva, o “Adidas”, Paulo César Passarelo Marrele, o “Playboy” e Joabe Félix da Silva - a júri popular por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver e formação de quadrilha. O juiz da 1ª Vara Criminal, José Augusto Franca Junior, rejeitou as argumentações e impronunciou o bando por insuficiência de provas.

“Tendo em vista a fragilidade do arcabouço probatório carreado aos autos, porquanto a perícia não foi conclusiva quanto à identificação dos interlocutores, bem como as testemunhas ouvidas em Juízo não permitiram a conclusão de indícios de autoria, incogitável a submissão dos cor-réus ao Plenário do Tribunal do Júri”, disse o magistrado na sentença com seis páginas.

O juiz ainda manteve suspenso o processo contra Antônio Flávio Benedito, o “Summer”, que está foragido e não apresentou defesa após ser citado por edital.

Caso – A morte de Moura foi motivada por sua participação no assassinato de Daniel Vicente Sena, de 24 anos, o “Kiko”, ocorrida em março de 2008. O desempregado e o comparsa Alessandro Morente executaram a vítima a tiros por desacerto pelo tráfico de entorpecentes.

Vítima e acusados eram integrantes do PCC e a morte de “Kiko” não teria tido autorização da facção criminosa. Moura e Morente foram julgados pelo “Tribunal do Crime” e sentenciados a pena de morte.

O desempregado foi sequestrado pelo bando e torturado para revelar a localização de Morente, mas diante da negativa foi executado com um tiro na cabeça.Moura ficou desaparecido por quase um mês até ser encontrado por um cão numa estrada vicinal no distrito de Dirceu. A vítima estava parcialmente enterrada.