Gadome capta doadores no Univem

O Gadome (Grupo de Apoio à Doação de Medula Óssea) realizou ontem uma campanha de captação de novos doadores de medula óssea. A ação aconteceu no Univem (Centro Universitário Eurípedes de Marília) em dois períodos e 31 pessoas se cadastraram só de manhã. O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Hemocentro. A intermediadora da campanha foi a estudante de psicologia da Unimar, Manoela Floresti

O Gadome (Grupo de Apoio à Doação de Medula Óssea) realizou ontem uma campanha de captação de novos doadores de medula óssea. A ação aconteceu no Univem (Centro Universitário Eurípedes de Marília) em dois períodos e 31 pessoas se cadastraram só de manhã. O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Hemocentro.
A intermediadora da campanha foi a estudante de psicologia da Unimar, Manoela Floresti Garcia. Ela se tornou voluntária na divulgação sobre a medula óssea e na captação de doadores após o namorado, Edio de Marchi Sandalo, recebeu o diagnóstico de leucemia, em junho deste ano.
“Eu nunca tive contato com a doença antes e desconhecia a necessidade de transplante, a dificuldade em encontrar um doador compatível e a possibilidade de salvar uma vida, se cadastrando como doador”, disse Manoela.
O Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) tem 4.376.088 candidatos e os receptores de medula ainda podem contar com os bancos de dados do mundo todo. No entanto, os números parecem reduzidos quando considerada a chance de compatibilidade para o paciente, que é de uma em cem mil cadastros.
Manoela ressaltou que a campanha é em prol de todos os pacientes que aguardam pela compatibilidade com algum candidato voluntário. Até porque não existe cadastro de doadores direcionado exclusivamente a um determinado receptor.
Os dados do doador e a análise da amostra de sangue ficam disponíveis no Redome para serem cruzados com as informações genéticas de todos os pacientes, na busca da compatibilidade com algum deles, incluindo receptores e doadores do exterior.
A campanha no Univem aconteceu de manhã e a noite em parceria com o Hemocentro que fez a coleta da amostra de sangue dos cadastrados. O aluno Leonardo Vinícius, do primeiro ano de Direito, se cadastrou. “Em princípio é normal ter receio e medo de ser doador, mas o ato de salvar uma vida é muito maior que isso e meus princípios me guiam a não recusar a possibilidade de ajudar o próximo nesse nível de importância”.
O Gadome vai estar na Unimar em novembro, em data a ser definida. O grupo é formado por 12 voluntários que atuam em Marília, Botucatu, Sorocaba e Aracajú. Um dos integrantes, Carlyle Lopes Pinto, mencionou que foi servidor público da Saúde antes de se aposentar, daí ter decidido atuar na ajuda ao próximo nessa mesma área.    
Cadastro consciente
Os dados dos doadores ficam cadastrados até os seus 65 anos de idade e pode surgir um paciente compatível a qualquer tempo. Por isso é fundamental manter os dados atualizados no site do Inca ou informar qualquer mudança, como endereço e telefone. A medula óssea do doador se regenera em alguns dias após o transplante.