Peugeot confirma 5008 e estuda futura picape para o Brasil

Motivada pela excelente aceitação do renovado 3008 no mercado brasileiro, a Peugeot quer focar seus negócios no País em SUVspremium e comerciais leves. A primeira novidade é o furgão Expert. O utilitário de luxo 5008 está confirmado para o ano que vem, segundo o presidente mundial da Peugeot, Jean-Philippe Imparato. Além deles, a fabricante avalia vender no Brasil uma nova picape com capacidade pa

Motivada pela excelente aceitação do renovado 3008 no mercado brasileiro, a Peugeot quer focar seus negócios no País em SUVspremium e comerciais leves. A primeira novidade é o furgão Expert. O utilitário de luxo 5008 está confirmado para o ano que vem, segundo o presidente mundial da Peugeot, Jean-Philippe Imparato.

Além deles, a fabricante avalia vender no Brasil uma nova picape com capacidade para 1 tonelada, que brigará entre as médias Ford Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10, por exemplo. O modelo será desenvolvido em parceria com a chinesa Changan até 2021.”A picape faz sentido para o Brasil e é importantíssima para contribuir tanto em volume como em rentabilidade”, disse o presidente da PSA para a América Latina, Carlos Gomes.

Lançado em junho, o SUV 3008 é importado da França e tem fila de espera de 4 meses, segundo a diretora-geral da Peugeot do Brasil, Ana Theresa Borsari. “Tínhamos quota de 250 unidades, mas hoje temos demanda para 900 carros”, disse.

Para o presidente mundial da Peugeot, Jean-Philippe Imparato, a situação é “um problema, mas também uma oportunidade, pois, protegemos o valor residual dos carros.”O grupo PSA tem um complexo industrial em Porto Real (RJ) com a marca irmã Citroën, mas o executivo não comentou se a Peugeot pretende ampliar a gama de modelos produzidos no Brasil.A unidade produz os modelos Peugeot 208 e 2008 e Citroën C3 e Aircross. 

Expert

Com carga útil de 1.500 kg, o Peugeot Expert começou a ser fabricado no Uruguai, na mesma linha do “irmão” Citroën Jumpy, e será vendido no Brasil a partir do final deste mês, com preços a partir de R$ 79.990.

O objetivo da Peugeot é equiparar a gama vendida no Brasil aos modelos que estão na Europa nos próximos cinco anos, como parte da estratégia da marca de melhorar resultados e sua percepção da marca entre consumidores locais.

“Volume (de vendas) não é nossa preocupação. Prefiro elevar minha imagem de marca... Não vamos mais cair na tentação de criar um carro pequeno desenvolvido especialmente para Brasil. Paramos de vender a qualquer preço”, afirmou Jean-Philippe Imparato, acrescentando: “O Brasil tem que entrar na convergência e ter a mesma gama de veículos (da Peugeot) que a Europa em cinco anos”.

Atualmente, os maiores mercados de veículos para a Peugeot no mundo são Irã, França e China, disse o executivo, evitando comentar metas de vendas para Brasil ou América Latina, mas disse que ao definir o Brasil como prioritário a Peugeot enxerga “grande potencial de desenvolvimento futuro da marca”.

Segundo dados da associação de concessionários de veículos Fenabrave, a Peugeot vendeu no ano até setembro no Brasil 19.128 automóveis e comerciais leves, equivalentes a uma participação de mercado de 1,22%, ante 7,79% de sua rival também francesa Renault.

A líder do mercado é a General Motors (GM), com vendas acumuladas de 282,8 mil carros e comerciais leves, categoria que além de vans de transporte de produtos e picapes inclui utilitários esportivos.

Como parte da renovação da marca no país, processo em andamento desde 2015, a Peugeot promoveu uma renovação de 60% de seus grupos de concessionários, reduzindo o número de lojas da marca no país de 140 para as 106.

Segundo Carlos Gomes, a PSA é rentável na América Latina desde 2015, tendo alcançado lucro de mais de 100 milhões de euros em 2016. Ele evitou fazer projeções para este ano.”O mercado está sendo destruidor de margem em 2017, as montadoras no Brasil empurraram a produção para a Argentina, que está crescendo, o que colabora para reduzir margens, enquanto no Brasil ficou estável”, disse o presidente da PSA para a América Latina.

Sobre a europeia Opel, comprada da GM pela PSA no início do ano, Gomes disse que o Chile seguirá nos próximos dois a três anos pelo menos como único país da América Latina a vender carros da marca. “A prioridade da Opel é a Europa”.