Marcos Rezende critica pressão de empresas de ônibus por aumento de tarifa

Ameaças veladas feitas pelas empresas de ônibus de deixar o serviço caso a Prefeitura não conceda aumento de preço nas passagens indignou o vereador Marcos Rezende (PSD). “Essas empresas só pensam nelas e no lucro cada vez maior, nunca no bem-estar da população”, queixou-se. Ele pretende acionar o Ministério Público para analisar a quantidade de passageiros transportados em pé, principalmente nos

Ameaças veladas feitas pelas empresas de ônibus de deixar o serviço caso a Prefeitura não conceda aumento de preço nas passagens indignou o vereador Marcos Rezende (PSD). “Essas empresas só pensam nelas e no lucro cada vez maior, nunca no bem-estar da população”, queixou-se. Ele pretende acionar o Ministério Público para analisar a quantidade de passageiros transportados em pé, principalmente nos horários de pico, como se fossem sardinhas em lata. “Acho isso um desrespeito ao usuário, que paga pelo serviço. Será que é legal transportar a população dessa maneira?”

O estilo imposto pelas empresas Grande Marília e Sorriso para “colocar o prefeito Daniel Alonso e a Câmara Municipal contra a parede” nessa negociação, reabriu antigas discussões. “As empresas cortaram linhas, reduziram itinerários, limitaram o uso do passe do estudante, acabaram com o emprego de 300 cobradores, conseguiram tirar as catracas e abrir o Terminal, e ainda assim prestam serviço de péssima qualidade e querem aumento?”, ponderou Marcos Rezende. “Será que elas esqueceram da redução do ISS de 5% para 2% para evitar prejuízos aos usuários com aumento anterior nas tarifas? Se for para ser a ferro e fogo, então que volte a cobrança no limite máximo!”

As alegações apresentadas pelas empresas em recente reunião com o prefeito e vereadores também não convenceram Rezende. “Disseram que tiveram prejuízo com a quantidade real de passageiros transportados por dia – de 200 mil citados no Edital de Licitação, para 60 mil –, e que ficaram com as frotas de ônibus zero paradas dois anos por causa de impasses jurídicos. Estamos lidando com empresários extremamente profissionais, que sabiam tudo antes de entrar na disputa do transporte coletivo em Marília. Ou você acha que fariam investimentos no escuro? Isso é história da carochinha”, observou o vereador.

Por fim, sobre as ameaças de suspender os serviços caso a Prefeitura não conceda o aumento solicitado nas tarifas, dos atuais R$ 3,00 para R$ 3,71, Rezende não se deixou abater. Como líder do Governo na Câmara, disparou: “Se as empresas acham que não está bom, que decidam o que fazer. Está cheio de empresa querendo trabalhar, que poderia ser contratada emergencialmente pelo Município para garantir o transporte da população até a realização de nova licitação. Negociar, sim, mas jamais aceitaremos ser ameaçados naquilo que é direito do cidadão mariliense”, finalizou.