Secretaria pede que população não dê esmolas

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social pede que a população não dê esmolas. Embora a entrega de dinheiro, alimentos e outras doações nas ruas seja bem intencionada, segundo a pasta esse formato de caridade alimenta a própria condição atual dos andarilhos e dos dependentes químicos. “Muitos desses indivíduos não são pessoas em situação de rua, são usuários de drogas e possue

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social pede que a população não dê esmolas. Embora a entrega de dinheiro, alimentos e outras doações nas ruas seja bem intencionada, segundo a pasta esse formato de caridade alimenta a própria condição atual dos andarilhos e dos dependentes químicos.
“Muitos desses indivíduos não são pessoas em situação de rua, são usuários de drogas e possuem família. A esmola ajuda a manter o vício dessas pessoas e a situação de rua. Quem desejar realizar alguma doação pode ir até os serviços socioassistenciais do Município como forma de incentivar o encaminhamento”, mencionou a gestora de Assistência Social, Wania Lombardi.
Projetos independentes também são bem vistos pelo Município, desde que atuem dentro da proposta de resgate da cidadania e transformação social. A ajuda imediata de roupas e agasalhos pode estar associada a um trabalho mais profundo, visando uma mudança real do quadro social atual.
“Muitos vendem quentinhas para comprar drogas porque ganham muita comida. Só de esmolas, alguns chegam a ganhar R$ 300,00 por dia. A ajuda a essas pessoas é fundamental, mas em locais apropriados e não nas ruas”, disse Wania. A secretária conhece as pessoas em situação de rua e afirmou que continuamente outros chegam de fora com o objetivo de conseguir esmolas e ajuda social em Marília.
Para os dependentes químicos, o Município afirmou que está buscando recursos para a implantação do consultório de rua e estão sendo realizadas capacitações para uma frente de trabalho junto às famílias desses indivíduos.
De acordo com a secretária, existe na cidade uma força-tarefa intersetorial entre as pastas municipais de Assistência e Desenvolvimento Social, Saúde, Segurança Pública e a Polícia Militar, a Promotoria, a Defensoria e a Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social. O objetivo é estabelecer uma rede de atendimento e realizar a abordagem e o encaminhamento das pessoas em situação de rua de forma humanizada.
A abordagem aos andarilhos é realizada diariamente em locais estratégicos, e constantemente ocorrem encaminhamentos aos serviços, como o Centro Pop, a Fumares, a Casa de Passagem e as comunidades terapêuticas, porém, a secretária de Assistência afirmou que a grande maioria não aceita o encaminhamento nem o atendimento. E enquanto houver comida, agasalhos e esmolas nas ruas, mais difícil fica a recuperação da dignidade dessas pessoas.