Protesto em Brasília pede saída de Temer

Sindicalistas de todo Brasil, inclusive de Marília, participaram ontem em Brasília de protesto contra as reformas Trabalhista e da Previdência e pela renúncia do presidente Michel Temer. Dois ônibus com sindicalistas de Marília e região seguiram na terça-feira para capital federal para participar do ato. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília, Irton Siqueira Torres, foi ao protesto

Sindicalistas de todo Brasil, inclusive de Marília, participaram ontem em Brasília de protesto contra as reformas Trabalhista e da Previdência e pela renúncia do presidente Michel Temer. Dois ônibus com sindicalistas de Marília e região seguiram na terça-feira para capital federal para participar do ato.

 O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília, Irton Siqueira Torres, foi ao protesto e disse ontem por telefone ao Jornal da Manhã que alguns senadores contrários às reformas estiveram no protesto e receberam representantes das centrais sindicais. Mas no período da tarde, o clima começou a ficar tenso já que a Polícia Militar jogou bomba de gás lacrimogêneo e gás de pimenta contra os manifestantes. 

Wilson Vidoto Manzon, presidente do Stiam (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Marília), que representa a Força Sindical, estava ontem em São Paulo fazendo o monitoramento do movimento em Brasilia. Ele afirmou que acredita que com ou sem o presidente Temer no poder, as reformas trabalhista e previdenciária deverão ser votadas. “Estamos tentando pressionar para mudar os pontos que mais prejudicam os trabalhadores, pois da forma como está eles querem voltar a 1930 quando os trabalhadores não tinham nenhum direito”, disse.

 

TUMULTO 

O dia de protesto em Brasília também foi marcado por tumulto e confrontos entre manifestantes e a Polícia na Esplanada dos Ministérios. Um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação contra o governo Temer após a Polícia Militar dispersar parte do protesto com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

O grupo destruiu persianas e vidraças de pelo menos cinco ministérios, entre eles o da Integração Nacional, o do Trabalho e o da Agricultura. Este último havia sido cercado por tapumes, mas mesmo assim teve os vidros quebrados.

Em frente ao Ministério do Planejamento, no Bloco C da Esplanada dos Ministérios, o grupo de manifestantes mascarados ateou fogo em um orelhão e em cerca de 10 bicicletas de uso compartilhado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, no início da tarde cerca de 25 mil pessoas participavam da manifestação.