Coletivo Quizumba apresenta espetáculo Oju Orum em Marília, com entrada gratuita

Contando histórias de quatro jovens mulheres, o Coletivo Quizumba, de São Paulo, se apresenta hoje, às 20h, no Teatro Municipal “Waldir Silveira de Mello” com o Oju Orum, que leva para a cena a discussão de temas como violência contra mulheres, questões de gênero, sexualidade, relações familiares e amor.

Contando histórias de quatro jovens mulheres, o Coletivo Quizumba, de São Paulo, se apresenta hoje, às 20h, no Teatro Municipal “Waldir Silveira de Mello” com o Oju Orum, que leva para a cena a discussão de temas como violência contra mulheres, questões de gênero, sexualidade, relações familiares e amor.

Dirigido por Johana Albuquerque, Oju Orum apresenta as histórias de quatro jovens mulheres, em espaços e tempos distintos e simultâneos: Anastácia (Oju Orum), Alice, Alzira e Anita.  Caladas em suas falas e corpos, essas mulheres procuram retomar a voz que lhes permita questionar e encontrar um significado para suas vidas.

Construído a partir de três eixos: o mito de Anastácia; o material colhido em oficinas realizadas com mulheres do bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo; e investigações da história das mulheres no Brasil, o texto da peça aborda a historicidade do conceito de feminino, do ser mulher, da construção de gênero e as questões surgidas a partir destes discursos. Tendo sempre em vista o público com o qual desejamos dialogar, as personagens tem relação direta com aspectos da juventude e da adolescência.

A figura de Anastácia é alegoria para as transformações do conceito de feminino ao longo da história de três mulheres de gerações diferentes. Buscando criar atritos entre as narrativas, de modo a acentuar o efeito crítico e comparativo, além de dialogar com a concepção de tempo circular presente em diveras culturas africanas, a dramaturgia se apresenta de maneira fragmentada, explicitando as relações históricas entre casos aparentemente isolados.

Com o Apoio do PROAC - Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, o espetáculo não é recomendado para menores de 14 anos. Entrada gratuita - os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência da apresentação única em Marília, na bilheteria do Teatro Municipal.

Construído a partir de três eixos: o mito de Anastácia; o material colhido em oficinas realizadas com mulheres do bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo; e investigações da história das mulheres no Brasil, o texto da peça aborda a historicidade do conceito de feminino, do ser mulher, da construção de gênero e as questões surgidas a partir destes discursos.

COLETIVO QUIZUMBA

 

Fundado por artistas e educadores formados pelo Instituto de Artes da UNESP, Escola Livre de Teatro de Santo André e SP Escola de Teatro, o Coletivo Quizumba surgiu em 2008, com a proposta de estudar, debater e realizar ações artísticas que nos provocassem a agir/refletir sobre questões estéticas e políticas do mundo contemporâneo, com foco no estudo da historiografia e da formação cultural do Brasil e nos símbolos das culturas africanas e afro-brasileiras. A primeira obra que resultou do encontro destes artistas foi o espetáculo infantojuvenil Quizumba! que narra as trajetórias de Mestre Pastinha e de Zumbi dos Palmares.