Acusado da morte de entregador tem liberdade negada

Decisão da Justiça de Marília negou pedido de liberdade impetrado pela defesa do autônomo Maicon Panatto Sampaio. Ele e o tio, o pedreiro Carlos Barboza Sampaio, que está foragido, são acusados da morte do entregador Eder Batista da Silva, de 28 anos, em crime ocorrido em fevereiro. O pedido de revogação da prisão preventiva foi impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo que alegou q

Decisão da Justiça de Marília negou pedido de liberdade impetrado pela defesa do autônomo Maicon Panatto Sampaio. Ele e o tio, o pedreiro Carlos Barboza Sampaio, que está foragido, são acusados da morte do entregador Eder Batista da Silva, de 28 anos, em crime ocorrido em fevereiro.

O pedido de revogação da prisão preventiva foi impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo que alegou que o réu é primário e com residência fixa.

O juiz da 2ª Vara Criminal, Luiz Augusto Esteves de Mello, rejeitou as argumentações apresentadas pela Defensoria e indeferiu a solicitação. “A alegação de que o denunciado é primário e tem residência fixa no distrito de culpa em nada ameniza a situação de perigo social”, disse.

Com a decisão, Sampaio permanece recolhido na penitenciária de Marília. Ele e o tio foram indiciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Se condenados, a pena pode ser superior a 30 anos de reclusão em regime fechado.

Caso – O crime teria ocorrido no final da manhã do dia 1º de fevereiro, por volta das 11h50. A vítima foi solicitada para entregar marmita em uma residência na rua José Martins, na Vila D’Itália, na zona Oeste. Ao chegar no local, Silva teria sido agredido com golpes de marretas.

Na sequência, os bandidos teriam colocado o corpo do entregador no porta-malas e fugido num veículo, ainda não identificado. A motocicleta da vítima foi abandonada na rua Doutor Joaquim de Abreu Sampaio Vidal.

O crime foi descoberto pela família que estranhou a demora de Silva nas entregas das marmitas. “Ele trabalhava para minha irmã, que me ligou dizendo que o Éder havia saído há quase duas horas para entregar uma marmita e não retornado. Pedi o endereço e ao atravessar o pontilhão já encontrei a motocicleta abandonada”, disse o pai, Evangelista Batista da Silva.

Um colega da vítima foi até a residência do suposto homicídio e encontrou o imóvel vazio. Ao abrir o portão, ele se deparou com uma grande poça de sangue e a possível arma. “Nunca tinha visto uma cena como aquela. Era muito sangue no chão e nas paredes. A marreta também estava no local. Perguntei para alguns vizinhos, que disseram ter ouvido muitos gritos”, disse Paulo Silveira Leite.

O corpo da vítima foi encontrado na manhã do dia seguinte enterrado em um cafezal no sítio Água da Alegria, no distrito de Jafa (cerca de 30 quilômetros de Marília). Segundo o delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Valdir Tramontini, a motivação do crime seria uma dívida do acusado com a vítima. “O Carlos teria contraído um empréstimo com Éder no valor de R$ 2 mil, não teria pago uma das parcelas e passou a ser cobrado. Os acusados premeditaram o crime e o colocaram em prática com extrema violência”, disse.