Monica Iozzi torce por reconhecimento como atriz em Vade Retro, nova série da Globo

Se entregar uma pauta de política, entretenimento ou saúde nas mãos de Monica Iozzi, a paulista vai dominar o microfone, e explorar o assunto - com comédia ou profundidade. A garota de Ribeirão Preto

Se entregar uma pauta de política, entretenimento ou saúde nas mãos de Monica Iozzi, a paulista vai dominar o microfone, e explorar o assunto - com comédia ou profundidade. A garota de Ribeirão Preto "adora abraçar um desafio", como Tony Ramos, admirador da artista desde o seu tempo de repórter, gosta de dizer. E com Vade Retro - a nova série da Globo que estreia ainda este mês - não foi diferente. “Talvez agora as pessoas vão ver meu trabalho como atriz”, diz a protagonista da trama, que vai viver Celeste, uma advogada ingênua que se envolverá com Abel, um empresário de caráter duvidoso vivido por Tony Ramos.

Versátil como artista e apaixonada pelo posto de apresentadora, Monica é grata pela passagem pelo Vídeo Show, mas agora busca o reconhecimento na dramaturgia: “Nos últimos tempos, fiquei muito marcada como apresentadora, que foi uma delícia, vou amar sempre. Mas acho que as pessoas vão se surpreender antes de mais nada. Tomara que seja positivamente. Sempre dizem: 'Nossa, ela é atriz, mas ela não era apresentadora?'".

Segundo Monica, poucos conhecem realmente sua formação. “Muita gente não sabe, mas eu sou formada em faculdade de teatro, trabalhava com teatro, fui ser repórter, vim para a Globo, fiz novela, Vídeo Show, filme... E quando a pessoa trabalha em algumas frentes, aqui no Brasil, as pessoas têm mania de rotular que essa pessoa é ator, essa pessoa é apresentador, essa pessoa é cantor”, diz. E emenda: “Espero que as pessoas me recebam como atriz, com o mesmo carinho que me receberam como apresentadora”.

Primeira protagonista

Na pele de Celeste, Monica Iozzi vive em Vade Retro sua primeira protagonista. Na trama, ela vai ser uma advogada de classe média, com uma relação estável e uma vida sem sobressaltos que ainda mantém o seu jeitinho de menina.

Do tipo que acredita no lado bom do ser humano até que se prove o contrário, ela tem um andar despretensioso, meio doce, meio atrapalhado. Carrega ainda um pouco da inocência e da timidez daquela garotinha que, aos 2 anos de idade, foi beijada pelo Papa João Paulo II, na visita do Pontífice ao Brasil. Proeza conquistada pela mãe, Leda (Cecília Homem de Mello), que conseguiu fazer com que a filha se destacasse em meio à multidão e conquistasse muitas capas de jornal. Para Leda, um orgulho. Para Celeste, esta é uma história que a deixa encabulada sempre que o assunto vem à tona, nos momentos mais inapropriados.

Hoje, Celeste passa por um momento que não é lá dos melhores. Enfrentando uma crise no escritório de advocacia que não tem clientes, ela ainda aguenta a mãe hospedada em sua casa, por um período maior do que o previsto. Nem o relacionamento com o namorado, Davi (Juliano Cazarré), anima a moça. Mas a chegada de um ser praticamente diabólico - humano ou sobrenatural? - tem tudo para chacoalhar sua vida.

O poder e os pequenos prazeres apresentados por Abel Zebu (Tony Ramos), empresário um tanto inescrupuloso que não se preocupa em esconder sua metodologia nada política de conseguir o que quer, atiçam Celeste, que sucumbe e aceita ser sua advogada no processo de divórcio do milionário. O dia a dia perto deste homem se mostra um tanto diferente, às vezes até meio misterioso. Ignorando um desvio de conduta ou outro do cliente, Celeste passa a gostar dessa nova fase em sua vida.

“Para falar de maneira geral, a Celeste é uma pessoa boa, tem valores, tem ética, mas é ambiciosa. A grande questão é o quanto a gente cede às tentações da vida. Por mais que seja correta e generosa, ela acaba se perdendo. Às vezes, a vaidade cega”, comenta Monica Iozzi sobre sua primeira protagonista na televisão.

 

Nova comédia do bem contra o mal, Vade Retro conta com o texto ágil e ácido de Alexandre Machado e Fernanda Young, a criatividade da direção artística de Mauro Mendonça Filho e direção de André Felipe Binder e Rodrigo Meirelles, em coprodução com a O2 Filmes. No elenco estão Monica Iozzi, Tony Ramos, Maria Luisa Mendonça, Cecília Homem de Mello, Maria Casadevall, Juliano Cazarré e Luciana Paes.