Univem abre exposição de Miguel Souza e Silva

Foi aberta ontem no Espaço Cultural do Univem a exposição “Arquitetura Pioneira de Miguel Souza e Silva”, o primeiro arquiteto da Alta Paulista, responsável por cerca de 2 mil projetos. A exposição é realizada pelo Univem, através do IST (Instituto Superior de Tecnologia), em parceria com a Comissão de Registros Históricos da Câmara Municipal de Marília. Miguel Souza e Silva se formou em 1932 na

Foi aberta ontem no Espaço Cultural do Univem a exposição “Arquitetura Pioneira de Miguel Souza e Silva”, o primeiro arquiteto da Alta Paulista, responsável por cerca de 2 mil projetos. A exposição é realizada pelo Univem, através do IST (Instituto Superior de Tecnologia), em parceria com a Comissão de Registros Históricos da Câmara Municipal de Marília.
Miguel Souza e Silva se formou em 1932 na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, na mesma turma de Oscar Niemeyer. Veio para Marília em 1942 e a Prefeitura o convidou para fazer a reforma da Praça Maria Izabel. Foi sua primeira obra. Ele decidiu então ficar na cidade, se casou e foi responsável por mais de 2 mil projetos até 1982, quando morreu aos 74 anos.
O filho Miguel Sampaio de Souza e Silva, também arquiteto, é um dos organizadores da exposição no Univem. Podem ser vistos plantas originais, fotos atuais de obras projetadas por Miguel Souza e Silva e também desenhos da fachada das casas na época. “Foram 40 anos fazendo projetos em Marília. Ele tinha um estilo muito inovador na arquitetura. Nossa casa na avenida Santo Antônio foi a primeira com revestimento de pedra”, disse Miguel Sampaio.
Para a pró-reitora de Graduação do Univem, professora Raquel Ferraroni Sanches, a exposição é de grande importância para resgatar o trabalho de um profissional com um olhar diferenciado do mundo. “É importante que os alunos do design conheçam esse trabalho que era feito a mão, mostrar como os arquitetos trabalhavam em um tempo sem tecnologia. É uma exposição que também conta a história da cidade através da arquitetura dele. E o cuidado do filho em resgatar o trabalho do pai”, disse. O professor Eduardo Rino, coordenador do IST do Univem, disse que a exposição tem grande significado para profissionais da área e para o município. “Uma cidade que não resgata seus registros históricos não tem futuro”, disse. A exposição pode ser vista nos períodos da manhã e noite.