Usuários apontam falta de estrutura na rede

Usuários do SUS apontam a falta de estrutura na rede básica de saúde. Na unidade do bairro Argolo Ferrão, na zona oeste, a precariedade da cadeira do dentista impossibilita o atendimento aos pacientes. O profissional permanece no posto, mas não pode exercer sua função. De acordo com a auxiliar de serviços gerais Valéria Cristina Crispim, a cadeira do dentista quebrou há aproximadamente dois anos

Usuários do SUS apontam a falta de estrutura na rede básica de saúde. Na unidade do bairro Argolo Ferrão, na zona oeste, a precariedade da cadeira do dentista impossibilita o atendimento aos pacientes. O profissional permanece no posto, mas não pode exercer sua função.
De acordo com a auxiliar de serviços gerais Valéria Cristina Crispim, a cadeira do dentista quebrou há aproximadamente dois anos e as consultas não estão sendo realizadas por conta disso. “Eu já sabia do problema, mas no mês passado precisei de consulta e achei que a cadeira tinha sido consertada. Fiquei sem atendimento. Semana passada voltei na unidade e a situação continua a mesma”.
O marido de Valéria Crispim, o líder comunitário e pintor Sebastião Carlos de Oliveira, lamentou o sucateamento e a burocracia da Saúde. “Tentamos conseguir uma consulta odontológica na Policlínica (que também fica na zona oeste da cidade), mas mesmo tendo dentistas, o serviço não pode atender demanda espontânea. Minha mulher tem que esperar o posto de saúde comunicar a necessidade à Secretaria Municipal da Saúde para que a secretaria faça o agendamento na Policlínica”, explicou. O líder comunitário reclamou à ouvidoria da Saúde Municipal, mas não obteve retorno, conforme foi informado a ele.
Várias unidades da rede básica também apresentam problemas estruturais e de falta de medicamentos. É o caso da Clínica Família Saudável, na zona sul, que atende às comunidades dos bairros Marajó, Santa Paula e Jóquei Clube, além de adjacências.
“Aqui (Clínica Família Saudável) nunca tem papel higiênico, muito menos papel toalha ou sabonete. Temos que nos virar. O bebedouro vive sujo também e dizem que faltam produtos de limpeza”, lamentou a dona de casa Adriana Aparecida Alexandre Souza.
Já a usuária Anair Francisco dos Santos reclamou da falta de remédios na mesma unidade. “Eu faço uso contínuo de insulina, propranolol e inalapril e os remédios vivem em falta. Sempre demora pra ser feita a reposição da farmácia e acabo tendo que comprar meus medicamentos”.