Apeoesp apela ao STF para vacinar professores na 1ª fase e pode ter greve

Sindicato é contra a retomada das aulas presenciais no momento em que a pandemia voltou a ter pico de contágio

 

Por Izabel Dias

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) ingressou com ação junto ao STF (Superior Tribunal Federal), juntamente com outras entidades da Educação, para que o Governo do Estado de São Paulo assegure a vacinação para os profissionais da educação da rede pública no grupo prioritário, juntamente com profissionais de saúde e idosos.

O Governo de São Paulo marcou para dia 1º de fevereiro a volta das aula presenciais e os professores não estão incluídos no cronograma de vacinação. A Apeoesp encaminhou ofício ao governador João Doria e ao secretário da Educação. A presidente da Apeoesp, a deputada estadual professora Bebel, protocolou projeto na Assembleia Legislativa com o mesmo teor.

Segundo o professor Juvenal Aguiar, dirigente regional da Apeoesp em Marília, a diretoria já retomou as reuniões virtuais para discutir a questão e a categoria está sendo consultada sobre a possibilidade de uma greve em fevereiro. “A decisão do STF ainda não saiu. Estamos analisando todo o quadro e há possibilidade de greve, a categoria vai definir até o final do mês após reuniões que estão acontecendo de forma virtual”, disse.

Juvenal Aguiar afirma não ser sensato a retomada das aulas em um momento em que uma segunda onda da  pandemia da Covid-19 atinge todo país. “Não é possível que no momento em que temos novamente um pico de casos, retomar as aulas presenciais. É um risco para os professores e também para os alunos que podem levar o vírus para suas famílias. E além disso o governo não colocou os professores nos grupos prioritários de vacinação”.

O dirigente afirma que na rede pública os pais demonstram preocupação com a volta das aulas presenciais em fevereiro, diante do crescimento dos casos de coronavírus. “Enquanto no mundo inteiro estão fechando tudo novamente, aqui estão todos saindo às ruas, nos bares e praias lotados. Faremos reuniões com conselheiros e representantes da categoria e até o final do mês será definido se vai haver greve ou não”, disse Aguiar.