Acusado de matar segurança é pronunciado a júri popular

Pintor Flávio Amorim Martini deve ser julgado pelo crime de homicídio pelo Tribunal do Júri de Marília

Por Matheus Brito / Foto: Edio Junior

 

Decisão da Justiça de Marília pronunciou a júri popular o pintor Flávio Amorim Martini pelo assassinato do segurança Cristiano Alves Lemes, de 46 anos, também conhecido como “Branco”, em crime ocorrido em março do ano passado, no Jardim Planalto, na zona Sul da cidade.

A sentença assinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Marília, José Augusto Franca Junior, foi publicada na edição de segunda-feira (11) do Diário Oficial do Estado de São Paulo. O magistrado acolheu o pedido do Ministério Público e pronunciou o pintor pelo crime de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima).

O juiz ainda não concedeu ao réu o direito de recorrer da sentença em liberdade. “Por vislumbrar a comprovação de circunstâncias cautelares criminais concretas no caso em tela, mantenho o decreto de custódia cautelar do pronunciado”, disse.

Martini permanece recolhido na penitenciária de Marília. O pintor será julgado pelo Tribunal do Júri em data ainda indefinida. Se condenado, a pena pode chegar até 30 anos de prisão em regime fechado.

Caso – O homicídio ocorreu na tarde do dia 7 de março, por volta das 16h30, na rua Rafael Galeti. Testemunha relatou que ouviu uma discussão em frente a sua residência e ao sair do imóvel encontrou a vítima ferida e caída, e um homem se evadindo em uma motocicleta.

“Branco” foi socorrido inconsciente por ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o HC de Marília. O segurança permaneceu internado em estado grave por alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e morreu.

Investigação da Polícia Civil identificou o autor do crime, que teve a prisão temporária decretada por 30 dias. No dia 10 de março, Martini se apresentou espontaneamente na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília.

Em depoimento, o pintor disse que procurou “Branco” para questioná-lo por ter pedido dinheiro para a sua ex-amásia. A vítima teria o agredido e ele se armou com uma faca que transportava na mochila e a golpeou. Na fuga, Martini teria perdido a arma, que não foi encontrada nas buscas.