editorial

 

                          Ainda não é a segunda onda

 

Com a segunda onda da pandemia do coronavírus na Europa, levando alguns países a colocar em prática o lockdown (fecha tudo e fique em casa), alguns setores da sociedade do Brasil estão preocupados e há quem já fale em segunda onda da doença também por aqui. Mas ainda não se trata disso, mas a continuidade da primeira onda que não passou e vai perdurar por muito tempo, pelo menos até quando chegar o inverno, lá para junho.


A Europa, Estados Unidos e Canadá fazem parte do hemisfério norte, onde se vive o frio do outono e se espera rigoroso inverno em dezembro. Isso facilita a propagação do vírus chinês. Já no Brasil estamos na primavera rumo ao verão, com muito calor. Não quer dizer que o vírus não vai suportar e desaparecerá. Nada disso! Está aí e voltou a se propagar com maior intensidade pela falta de cuidados da população que se acomodou e que também se cansou do #FiqueEmCasa, com muita gente estressada e boa parte beirando à depressão.


A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) divulgou, a sexta-feira (20), uma carta de alerta às autoridades políticas brasileiras sobre a covid-19. O objetivo é chamar a atenção sobre o rápido crescimento de casos e óbitos da doença nos últimos dias. “O quadro verificado pode, em pouco tempo, levar a uma situação pior do que já vivemos até aqui: o epicentro pode ser o país inteiro”, diz o texto.

Tanto nos hospitais públicos quanto nos privados, as taxas de ocupação estão aumentando e chegando em alguns níveis acima de 90%, o que indica que o sistema de saúde pode entrar em colapso rapidamente e o crescimento de óbitos ser maior ainda em função de falta de assistência. O apelo da Abrasco é para que a situação seja reconhecida e que haja esforços mútuos com o objetivo de conter a transmissão. “Temos apontado a necessidade de articulação das ações nos níveis federal, estadual e municipal em caráter emergencial”, afirma o texto.


É lamentável que o Brasil e o resto do mundo estejam passando por essa pandemia, comparada à da peste negra ou da gripe espanhola, que também arrasaram populações mundo afora. Ainda mais com tantos recursos e alta tecnologia que temos hoje. É mais lamentável ainda saber que diferentemente dos vírus do passado, o coronavírus foi criado dentro de um laboratório em Whuan, na China. De lá, intencionalmente (ou não) se espalhou com velocidade impressionante pelo mundo, destruindo vidas e as economias dos países. Seria proposital? Um ataque do governo comunista chinês para destruir economias e dominar o mundo? São muitas as dúvidas. Contudo, a realidade é que a situação ainda é muito grave e a esperança é de que as vacinas cheguem a 100% de eficiência e possam estar à disposição da população até o primeiro semestre do ano que vem. Até lá, todo cuidado é pouco, ainda mais que já se prevê fortes aglomerações nas festas do final de ano, nas férias e carnaval em praias. Se isso realmente acontecer, também vai aumentar muito o número de velórios!