Marília registra 2 casos de sarampo em 2020

Doses da vacina são disponibilizadas pelo SUS na rede básica

 

Foto: Arquivo JM

Depois de um surto de sarampo em 2019, neste ano Marília chega a novembro com dois casos positivos da doença, um bebê de seis meses e uma criança de seis anos. Ainda assim, por ser uma doença que estava erradicada do país desde 2016, fica o alerta para a importância da vacinação.

Quatro anos antes o Brasil foi certificado pela erradicação do sarampo (2016), mas no ano passado o país voltou a ter a doença, chegando a aproximadamente 12 mil casos.

O surto nacional atingiu principalmente o estado de São Paulo, com mais de 90% dos casos. Marília investigou 110 vítimas suspeitas e confirmou a doença em 18 delas.

Neste ano, o quadro epidemiológico da doença foi mais tranquilo no município, mas a resistência à imunização continua. A cobertura vacinal de poliomielite e multivacinação (incluindo a tríplice viral, que abrange o sarampo) foi de 73,8% entre crianças de um a quatro anos de idade.

E entre adultos de 20 a 49 anos, a cobertura da tríplice viral, que já não é ideal, cai drasticamente para 15,6%.

A vacina contra o sarampo passou a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) nas últimas décadas do século 20. No entanto, se ela foi responsável pela erradicação do sarampo, também passou a ser relegada pela população, que deixou de se vacinar.

Estudos epidemiológicos afirmam uma relação com o movimento antivacina e com o próprio equívoco de pensar que não é preciso se imunizar contra algo que “não existe”, quando, na verdade, a vacina é que mantém a doença erradicada.

“Vacinas não fazem mal. Algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais já conhecidos pela comunidade científica. Para uma vacina ser liberada para a população, precisa cumprir uma enormidade de exigências, controle internacional de eficácia e segurança”, destacou à imprensa a pediatra e docente da Faculdade de Medicina da USP, Ana Escobar, no ano passado, diante da volta do sarampo como um problema epidemiológico.

Sarampo

A doença é infecciosa, considerada grave e pode até ser fatal. Sua transmissão ocorre por meio de vírus, quando a pessoa doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é a vacina.

Os principais sintomas são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, mal-estar intenso, entre alguns característicos de quadro viral.

Por serem muito parecidos com a gripe, os sintomas podem ser confundidos até com Covid, o que reforça a importância de estar atento. É importante procurar um serviço de saúde para avaliação médica.