Professora é flagrada “ensinando” que Bolsonaro armou para matar Marielle

 

 

Em uma aula remota realizada na semana passada, uma professora de Redação do colégio COC (particular) de Rio do Sul, em Santa Catarina, afirmou que Jair Bolsonaro teria "armado" para matar Marielle Franco, fazendo referência a uma suposta participação do atual presidente da República no assassinato da vereadora carioca e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018 – hipótese já descartada pela Polícia Civil.


A docente Tanay Gonçalves Notargiacomo abordava o tema “violência política” quando um aluno questionou se o episódio em que Bolsonaro levou uma facada, em 2018, quando era candidato à presidência da República, configurava violência política.

Na ocasião, a professora respondeu: “A violência política é praticada por políticos. Bolsonaro levou uma facada? Levou. Foi uma violência? Foi. Mas não foi praticada por políticos, foi um popular que fez, foi um civil que fez isso. Agora, o que o Bolsonaro armou para matar Marielle Franco, ele, sendo um político, matando uma outra política, isso sim é uma violência política. Entendeu o esquema?”.


Um vídeo com a declaração da professora Tanay Gonçalves, gravado por alunos, circula no Facebook e Youtube com milhares de acessos.


Após pressão por parte de familiares dos alunos, a direção do colégio publicou uma nota em que informou que foram adotados procedimentos internos “que visam apurar a conduta da docente e eventuais medidas necessárias” e que a instituição “mantém rígido código de conduta no que concerne a manifestações dos docentes, principalmente no que toca a posicionamentos políticos pessoais”. No documento, a direção afirma que “a liberdade de cátedra em momento algum pode ser confundida com posicionamentos pessoais”."


Pressionada pela direção da escola e pais de alunos, a professora divulgou uma carta de retratação e afirmou que sua declaração foi retirada de contexto. “Claramente o trecho, retirado de contexto, faz grave acusação e imputa crime, sem comprovação, do caso Marielle ao Bolsonaro. Não foi a intenção. Houve ausência de contexto, haja vista que era uma hipótese que configuraria violência política, caso ocorresse, o que está descartado pelas investigações oficiais”, afirmou a docente.