Médico alerta sobre riscos da não vacinação

Gotinhas asseguram que as crianças não tenham que viver para sempre com as sequelas da paralisia infantil

Foto: Edio Junior

Hoje (17) é o Dia “D” contra poliomielite e o neurologista Ruy Okaji alerta para a relevância da campanha e a importância de não se deixar envolver por correntes antivacinação. Também chamada paralisia infantil, a doença pode atingir a corrente sanguínea e chegar ao sistema nervoso, com várias sequelas que vão prejudicar para sempre a mobilidade do paciente.

O médico ressaltou que a descrença nas vacinas acontece quando a imunização obtém sucesso. Parece contraditório, mas o fato é que, justamente por conta da vacinação as gerações mais novas passam a desconhecer a doença e acreditar erroneamente que a vacina é dispensável.

“Foi o que aconteceu com o sarampo, por exemplo, e o mesmo pode ocorrer em relação ao Coronavírus no futuro. Durante vários anos as pessoas temerão a Covid e aceitarão a vacina. Mas no futuro não conhecerão mais de perto a doença”, disse Okaji, que é diretor presidente da Unimed Marília.

O médico observou que as correntes contra as vacinas se propagaram na Internet, onde muitos influenciadores são jovens que se enveredam por teorias da conspiração, mas desconhecem os riscos e a gravidade da poliomielite e outras doenças.

“Não imunizar a criança é tirar dela a oportunidade da mobilidade”

Okaji mencionou que, hoje, as sequelas da poliomielite existem entre os maiores de 50 anos e que desde a década de 70 os estudos científicos evidenciam a importância da vacina, diretriz seguida por muitos países.

“A doença é viral e pode acometer os nervos de maneira irrecuperável. Não imunizar as crianças é tirar delas a oportunidade de uma mobilidade natural para o resto da vida”, frisou o neurologista.

Também chamada paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infecciosa causada por um vírus, o poliovírus, que está presente no intestino, mas que pode atingir a corrente sanguínea e chegar ao sistema nervoso, causando vários sintomas e possíveis sequelas, como paralisia de membro inferior, atrofia muscular, hipersensibilidade ao toque e alterações na fala. Saiba o que é e como identificar a paralisia infantil (www.tuasaude.com).

As sequelas da poliomielite normalmente correspondem a sequelas motoras e não têm cura. Tratamentos como fisioterapia ajudam apenas a diminuir as dores e evitar mais problemas.

A campanha de vacinação e o Dia D (neste sábado) servem para despertar a população e obter a vacinação em massa, como uma proteção a mais. No entanto, o imunizante contra poliomielite integra o Calendário Nacional, estando disponível o ano todo na rede básica de saúde pelo SUS.