Após flexibilização de isolamento, julgamentos no Tribunal do Júri serão retomados em novembro

Tribunal do Júri irá julgar dupla por do assassinato do desempregado Thiago Rodrigues dos Santos, o “Porquinho”

Por Matheus Brito / Fotos: Edio Junior

A Justiça de Marília decidiu retomar os júris populares e agendou para o dia 26 de novembro o julgamento do padeiro Rafael Augusto Luciano Santana, o “Boneco”, e o autônomo Max Diniz Lourenço. Eles são acusados do assassinato do desempregado Thiago Rodrigues dos Santos, de 29 anos, o “Porquinho”, em crime ocorrido em agosto de 2015, no conjunto de apartamentos do CDHU, na zona Sul.

Os júris populares foram suspensos no Fórum de Marília durante o isolamento em virtude da pandemia pelo novo Coronavírus. O julgamento foi marcado em despacho na quinta-feira (15) assinado pela juíza da 1ª Vara Criminal, Josiane Patrícia Cabrini.

A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com os advogados dos réus – Marcelo José Forin e Gustavo Adolfo Mesquita Coraíne –, mas ambos informaram que ainda não haviam sido intimados pela Justiça de Marília.

Contato por e-mail também foi mantido com o cartório da 1ª Vara Criminal que informou ainda não ter detalhes dos protocolos de higiene que seriam adotados para a realização do julgamento, mas que é provável que não seja permitido a presença de populares no Tribunal.

Caso – Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o crime ocorreu no início da tarde do dia 13 de agosto de 2015, por volta das 13h30, no conjunto de apartamentos do CDHU, na zona Sul. “Porquinho” e “Boneco” teriam tido uma discussão e minutos depois, o acusado voltou ao local armado e efetuou um disparo a queima roupa no tórax. A vítima não resistiu e morreu antes do socorro médico.

Após o crime, o acusado fugiu com um mototaxista em direção a propriedades rurais na zona Sul. O desempregado foi deixado próximo a porteira de uma fazenda e fugiu a pé. Cão farejador foi utilizado nas buscas, mas “Boneco” foi preso no início da noite, por volta das 18 horas, em um dos apartamentos do CDHU.

O padeiro e o autônomo, que estão presos na penitenciária de Marília, foram indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). . Em caso de condenação, a dupla pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão em regime fechado.

Crime – O décimo assassinato de 2015 ocorreu no início da tarde do dia 13 de agosto, por volta das 13h30, no conjunto de apartamentos do CDHU, na zona Sul. “Porquinho” e “Boneco” teriam tido uma discussão e minutos depois, o acusado voltou ao local armado e efetuou um disparo a queima roupa no tórax. A vítima não resistiu e morreu antes do socorro médico.

Após o crime, o acusado fugiu com um mototaxista em direção a propriedades rurais na zona Sul. O desempregado foi deixado próximo a porteira de uma fazenda e fugiu a pé. Cão farejador foi utilizado nas buscas, mas “Boneco” foi preso no início da noite, por volta das 18 horas, em um dos apartamentos do CDHU.