Volta das chuvas chama a atenção para a dengue

Saúde promove capacitação para equipe de controle e chama a atenção para a limpeza das calhas

 

Foto: Arquivo JM

A volta das chuvas é tardia e essencial, mas chama a atenção para a dengue. A zoonose tende a aumentar com o clima quente e chuvoso. A Secretaria Municipal da Saúde promove hoje (16) e segunda-feira (19) uma atualização para a equipe de prevenção e controle. O ano de 2020 acumula 1.521 casos da doença.

O aumento foi de 17 casos em duas semanas, considerado baixo. Porém, poderá haver uma transmissão mais rápida a partir de agora. “Com a volta das chuvas vai aumentar a quantidade de Aedes no meio ambiente”, avisou o veterinário da Divisão de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde.

O mosquito transmissor da dengue se reproduz em água parada e tem um ciclo de reprodução mais eficaz e acelerado no calor. Mas se o período é ideal ao Aedes, é importante saber que o inseto não nasce contaminado. Ele adquire o vírus da dengue ao picar alguém doente e o transmite às demais pessoas que picar posteriormente.

Ou seja, quanto mais mosquitos, mais chances de haver transmissão da dengue de uma pessoa a outra. E quanto mais pessoas contaminadas, pior o quadro de dengue vai ficando.

A orientação é a verificação constante dos imóveis e quintais. No mínimo semanalmente. “Os criadouros de difícil acesso são os de maior risco, como as calhas, que não devem ficar entupidas porque acumulam água da chuva onde não se vê, devendo ser limpas”, orientou o veterinário da Divisão de Zoonoses. Como exemplo as folhas de árvores costumam se acumular nas calhas.

A Secretaria Municipal realiza uma capacitação para atualizar sua equipe de prevenção e controle. Serão dois dias de atividades, teóricas nesta sexta-feira e práticas na segunda. “O controle da dengue é terceirizado, mas temos uma equipe de apoio, inclusive para situações emergenciais”, observou Garrido.

O veterinário avisou que dos quatro sorotipos da dengue, há dois em circulação no município (o 2 e o 4), o que aumenta o risco de contaminação e de agravos. Quem já teve dengue só está imune ao sorotipo com que foi contaminado. E quando contrai a doença pela segunda vez o risco de um quadro mais severo é maior.

Neste ano o Município já descartou 2.579 casos suspeitos de dengue que não se confirmaram laboratorialmente e, no momento, há 70 pessoas aguardando resultado de análise que tiveram ou estão com sintomas suspeitos.