Padre Marcelo Rossi lança livro sobre empurrão em missa

Pouco mais de um ano depois de ser empurrado do altar por uma fiel durante uma celebração em Cachoeira Paulista (SP), o padre Marcelo Rossi lança um livro para contar as experiências que viveu com o episódio.

Pouco mais de um ano depois de ser empurrado do altar por uma fiel durante uma celebração em Cachoeira Paulista (SP), o padre Marcelo Rossi lança um livro para contar as experiências que viveu com o episódio.

Na obra "Batismo de Fogo", ele conta com detalhes o que passou após o empurrão e também fala sobre depressão.

Em entrevista ao G1 - Portal de notícias da Globo, o sacerdote explicou que decidiu lançar a obra em meio à pandemia porque acredita que esse momento é um batismo de fogo para a humanidade.

 "Esse é um momento de reflexão para um resgate. Somos frágeis. É um novo nascimento para todos nós. A pandemia é o nosso batismo de fogo".

O livro foi lançado na segunda quinzena de setembro. De acordo com o religioso, a proposta é tratar de momentos que trazem um novo nascimento e da necessidade de estarmos conectados com Deus para sermos fortes.

A obra começa com uma abordagem sobre o episódio de agressão que sofreu durante uma celebração em julho de 2019 na Canção Nova, em Cachoeira Paulista.

O padre estava no altar falando aos fiéis, quando uma mulher invadiu o altar e o empurrou.

Marcelo Rossi foi socorrido pela equipe médica do evento, mas teve apenas escoriações e voltou para terminar a celebração.

 À época, disse que Maria havia passado à frente e que seu boletim de ocorrência seria bíblia e oração. A Canção Nova chegou a registrar um boletim contra a mulher por lesão corporal, mas segundo a polícia ela sofria de transtornos psiquiátricos.

No livro, o padre conta experiência e de como lidou com o trauma. "Quando eu fui empurrado, eu não perdi a consciência.

Essa não foi uma experiência de morte, mas foi uma dor tremenda. Eu passei dias com espasmos. Mas havia uma força dentro de mim que me dizia 'Deus é maior'", conta.

A obra trata sobre experiências de dificuldade como a depressão e suicídio. Ele conta que o livro estava quase completo quando veio a pandemia e decidiu incluir nele o tema suicídio.

"A pandemia é um momento muito difícil e deixa mais evidente esse problema grave que é o suicídio.

A falta de contato humano, o distanciamento vai agravar a depressão e levar pessoas a morte. Precisamos nos voltar para esse problema e ajudar as pessoas".