Família de Marília se mobiliza por mais doações

Onco-Hematologia Infantil do Hemocentro usa o Dia das Crianças para lembrar a sociedade dos pacientes crônicos

Foto: Divulgação/ Lucimara Faustino

Uma família de Marília se mobiliza por mais doações de sangue. A inciativa surgiu por conta do filho de três anos que necessita de transfusões. Seu tratamento acontece fora da cidade, mas há outros pacientes nessa situação, daí a relevância da assiduidade dos doadores. O Ambulatório de Onco-Hematologia Infantil do Hemocentro aproveita o Dia das Crianças para lembrar a sociedade dos pacientes crônicos.

A campanha da família de Marília, em nome de Pedro Mazzafera Freitas Cirino, que nasceu em 10 de março de 2017 e precisa de sangue humaniza a doação porque traz um nome à causa.

De acordo com a assistente social do Hemocentro, Lucimara Faustino, há muitos “Pedros” precisando que as doações de sangue se tornem mais frequentes, mantendo o estoque em níveis regulares para atender com segurança não somente as urgências e cirurgias demandam sangue; mas também os pacientes crônicos.

O Ambulatório de Onco-Hematologia Infantil do Hemocentro de Marília tem 40 pacientes crônicos cadastrados, de zero a 18 anos, que precisam, em média, de uma transfusão por mês, para sobreviver.

Essas crianças e adolescentes da cidade e região, atendidas pelo Ambulatório de Onco-Hematologia Infantil, têm quadros de saúde que variam entre anemia falciforme, talassemia, distúrbios de coagulação e câncer infantil.

“São pacientes crônicos que dependem de transfusões regulares e demandam, juntos, cerca de cem bolsas de sangue por mês”, informou a assistente social.

As mulheres podem doar sangue três vezes ao ano e os homens, quatro. O estoque de sangue ideal de A+ e de A- deve ter 240 e 48 bolsas. Porém, nessa sexta (9) tinha 74 e 10. O de B + e de B- deveria estar com 84 e seis bolsas, mas estava com 47 e quatro bolsas.

O estoque de AB+ e de AB- deveria ter 24 e seis bolsas, mas tinha 18 e uma respectivamente. Em relação ao estoque de sangue O+ e de O-, ao invés de ter 240 e 48 bolsas, havia 47 e dez. Ou seja, todas as quantidades estão abaixo do preconizado para a segurança de uma semana de atendimento ás demandas de sangue, entre pacientes com urgências, cirúrgicos e crônicos.  

Conforme reiterou a assistente social do Hemocentro, a necessidade é regular de doações de sangue é vital. A unidade fica na rua Lourival Freire, nº 240, Fragata, e atende demanda espontânea ou doadores agendados.

Todos os que estiverem com saúde, tenham mais de 50 quilos e idade entre 16 a 69 anos podem doar sangue. O horário de funcionamento é das 7h às 13h de segunda-feira a sábado. O telefone é 3402-1850.