Com incêndios, PA Sul faz quase cem atendimentos respiratórios

Inalação é uma das medidas de intervenção em casos de dificuldade de respirar

 

Foto: Divulgação

Após os vários incêndios em todas as regiões da cidade o PA Sul (Pronto Atendimento) registrou quase cem atendimentos por causas respiratórias entre terça (6) e quarta-feira (7). A umidade baixa do ar já causa prejuízos à saúde e a fumaça agravou a situação.

“A umidade do ar extremamente baixa como está favorece todo tipo de problema respiratório em vista do ressecamento das vias aéreas. E com o agravante das queimadas são liberadas micropartículas que ficam em suspensão e são inaladas, gerando um processo inflamatório das vias respiratórias”, explicou o otorrinolaringologista de Marília, Rodrigo Guizzardi.

Na noite de terça-feira, entre 19 horas e 1h da manhã de quarta, a equipe de saúde do PA Sul registrou 27 pacientes com queixas de ordem respiratória, passando mal em função do clima seco e fumaça.

A noite de terça para quarta-feira foi de muita fumaça em Marília, o que levou grande quantidade de pessoas a ter dificuldade para dormir, inalando as micropartículas mencionadas pelo médico.  

Com isso, e com a continuidade dos incêndios, ainda que em menor proporção na comparação com terça-feira, mais pacientes procuraram o PA Sul com sofrimento respiratório. Foram contados 40 pacientes durante o dia e outros 20 à noite.

Os grupos mais vulneráveis precisam de atenção especial porque têm maior chance de descompensação respiratória em climas secos e em ambientes com fumaça. Conforme relatou o médico, é o caso de idosos, crianças pequenas e portadores de doenças respiratórias, especialmente as crônicas, como bronquite, asma, enfisema pulmonar ou rinite.

No entanto, de acordo com Guizzardi, ninguém está livre dos prejuízos causados pela baixa umidade do ar, agravados pelos incêndios. É comum, com isso, nariz entupido, ardor nas vias aéreas e olhos, sensação de respiração difícil.

Porém, o quadro pode se agravar, causando falta de ar, tosse intensa e chiado no peito, sinais de alerta para serviços de urgência. Sendo necessária a intervenção com medicações, inalação de oxigênio e com broncodilatadores.

As orientações do médico são hidratação, umidificação das vias respiratórias com soro fisiológico, umidificação do ar com aparelhos próprios, bacia de água ou toalhas molhadas. E o ideal, se possível, é que grupos mais vulneráveis sejam deslocados de ambientes com fumaça.