"Schitt's Creek", "Watchmen" e "Succession" são as grandes vencedores do Emmy 2020

 

"Schitt's Creek", com sete prêmios, e "Watchmen" e "Succession", com quatro cada, foram as grandes vencedoras do Emmy 2020, que aconteceu na noite do último domingo (20).

Em 2020, a maior premiação da TV americana realizou a primeira edição "virtual" de sua história por causa da pandemia de Covid-19, com grande parte dos convidados recebendo os prêmios de forma remota.

Equipes de filmagem acompanharam 138 estrelas, em 114 locais diferentes em dez países. Enquanto alguns vencedores receberam suas estatuetas por entregadores em trajes contra contaminação, outros ganharam caixas que só se abriam quando o prêmio foi confirmado.

Apesar da maior parte da premiação acontecer de forma isolada, o apresentador da noite, Jimmy Kimmel, e alguns convidados como a atriz Jennifer Aniston estiveram presentes ao vivo no Staples Center, em Los Angeles.

"Schitt's Creek"

A premiação começou de forma apoteótica para a comédia “Schitt’s Creek”, que terminou a noite invicta. Foram sete vitórias logo nas sete primeiras categorias - série de comédia, melhor ator de comédia, Eugene Levy, melhor atriz de comédia, Catherine O'Hara, os coadjuvantes Dan Levy e Annie Murphy, roteiro e direção.

Dan Levy, filho do protagonista Eugene e ganhador também como diretor e roteirista, chegou a brincar que o público ia começar a odiar a equipe depois de tantas vitórias.

Com isso, a série sobre uma família de magnatas falidos que busca se reerguer em uma pequena cidade do interior comprada como brincadeira anos antes, se despede com uma grande celebração. A sexta temporada foi a última. Além dos sete prêmios na cerimônia, a produção ganhou em uma categoria, a de melhor direção de elenco em série de comédia.

"Watchmen" / "Succession"

Entre as categorias dramáticas e de minisséries, "Succession" e "Watchmen" confirmaram o favoritismo com quatro estatuetas cada.

A adaptação da história em quadrinhos clássica foi a melhor minissérie, melhor atriz com Regina King, melhor ator coadjuvante com Yahya Abdul-Mateen II e melhor roteiro. Recordista de indicações no ano, com 26 no total, "Watchmen" ganhou ainda outras seis antes da cerimônia.

Já a produção sobre as disputas internas de uma família dona de um conglomerado de mídia ganhou como melhor série de drama, melhor ator com Jeremy Strong, e melhores roteiro e direção. Maior indicada entre os dramas junto de "Ozark", em 18 categorias, levou outras três fora do evento.

Zendaya, zebras e zoom

O domínio das três séries não significou uma noite completamente sem surpresas. Zendaya superou favoritas como Olivia Colman ("The Crown") e Jennifer Aniston ("The Morning Show") na categoria de melhor atriz de drama com seu trabalho em "Euphoria". Com 24 anos, ela se tornou a vencedora mais jovem da história da categoria.

Entre os diretores de minissérie, Maria Schrader enfrentou três colegas de "Watchmen" para dar levar o Emmy para "Unorthodox", em umas das poucas zebras desta edição.

Surpreso também ficou RuPaul ao receber o Emmy de melhor reality show de competição com "RuPaul's Drag Race". Com as medidas de isolamento social, alguns prêmios foram entregues por mensageiros em mãos.

Com os indicados longe da premiação, as participações aconteceram em sua maioria através de ligações por vídeo ao vivo. Logo no começo, Jimmy Kimmel mostrou centenas de estrelas em um grande telão.

"Vidas negras importam"

Em um Emmy que bateu seu recorde de indicações de atores negros, mais de um terço do total, não faltaram referências ao movimento Black Lives Matter.

As ganhadoras Regina King e Uzo Aduba (atriz coadjuvante de minissérie em "Mrs. America") homenagearam Breonna Taylor, jovem de 26 anos que foi morta pela polícia americana, em suas camisetas.

"Este era para ser o Emmy mais negro de todos. Vocês não iam conseguir lidar com o quão negro seria. Mas, por causa da Covid, nós não podemos nem entrar na droga do prédio", brincou o ator Anthony Anderson, indicado por "Black-ish". "Mas você quer saber? Ainda estou torcendo por todos os negros. Porque histórias negras, atuações negras e vidas negras importam."