Procon faz operação para coibir abuso de preços da cesta básica

Em Marília o Procon tem notificado os supermercados para apurar possível abuso nos preços

O Procon de São Paulo, em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, começou ontem  uma operação especial de monitoramento e combate à precificação excessiva e injustificada de produtos da cesta básica, especialmente do arroz. Em Marília o Procon Municipal tem notificado os supermercados para apurar possível abuso nos preços.

Na capital, aproximadamente 100 fiscais serão envolvidos na força-tarefa para conter os preços abusivos dos alimentos. O Secretário de Defesa do Consumidor, Fernando Capez disse que será feita a constatação de quanto o empresário pagou e por quanto está vendendo o produto. “Vamos comparar com os valores que ele praticava no primeiro semestre, mas a livre iniciativa deve ser compatibilizada com o Código de Defesa do Consumidor”.

Capez informou que apenas neste ano, foram registradas mais de 440 mil queixas sobre práticas abusivas de preços de alimentos. Foram fiscalizados 3.660 estabelecimentos e aplicadas 253 penalizações.

O diretor do Procon de Marília, Guilherme Moraes, disse que estão sendo emitidas notificações aos estabelecimentos para que apresentem notas fiscais de compra e venda dos produtos da cesta básica. O objetivo é verificar se houve mudança na margem de lucro dos estabelecimentos e abuso de preços.

“O supermercados trabalham com uma margem de lucro e vamos verificar se aumentou essa margem de lucro, através da análise das notas. Mas os supermercados menores por exemplo compram de atacados e não de distribuidoras e com isso pagam mais caro”, disse.

Guilherme Moraes afirma que a Senacom (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculada ao Ministério da Justiça, emitiu ofício para alguns órgãos de classe informando que irá monitorar os preços. O consumidor também pode denunciar possível abuso nos preços através dos canais de atendimento do Procon de Marília nas redes sociais e também pelo whatsapp (14) 99891.2331. O Procon Municipal fica na avenida das Indústrias 294 -

 

 

Na semana passada, (dia 09), a reportagem do Jornal da Manhã fez uma consulta de preços de arroz, feijão e óleo nos supermercados Tauste, Confiança, Kawakami, Amigão, Makro, Spani e Atacadão. O maior preço do pacote de 5k de arroz tipo 1 encontrado  foi R$ 29.70 e o menor R$ 15,99 (marcas diferentes).

No caso do feijão carioca, o menor valor do pacote de um quilo foi R$ 4,95 e o maior R$ 8.99. O óleo de soja nos supermercados de Marília foi encontrado por preços entre R$ 4,65 a R$ 6,75, a embalagem de 900 ml. (marcas diferentes).

O Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,44% em 12 meses, enquanto a inflação dos alimentos subiu 8,83% no período. A alta não tem apenas um alimento responsável porque a maioria está com preços recordes no campo. Porém, dois chamaram a atenção nos últimos dias: o arroz, com valorização de 19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período.

Entre os itens que mais subiram em agosto, estão tomate (12,98%), óleo de soja (9,48%), leite longa vida (4,84%), frutas (3,37%), carnes (3,33%) e arroz (3,08%). O arroz acumula alta de 19,25% no ano, e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%.