Usuários reclamam de ônibus lotados com redução do número de linhas

Horário do comércio foi ampliado e serviços foram abertos mas frota de ônibus continua reduzida

 

Usuários do transporte coletivo de Marília que utilizam os ônibus diariamente para ir ao trabalho, reclamam da lotação dos veículos em algumas linhas das zonas sul e norte e também da redução do número de linhas em vários bairros. As linhas que atendem os bairros Parque das Nações e Santa Antonieta estão constantemente lotadas, impedindo que seja mantido o distanciamento como medida de prevenção a Covid-19.

Desde que o Governo do Estado instituiu a quarentena  houve redução do número de ônibus que atendem à população. Marília agora está na fase amarela do Plano São Paulo e o comércio passou a funcionar por oito horas, além da liberação de salões de beleza, barbearias, shoppings, bares e restaurantes. Com isso há mais trabalhadores utilizando  transporte público apesar das empresas não terem aumentado o número de ônibus.

Os usuários reclamam do tempo de demora dos ônibus em algumas linhas, que chega a três horas nos finais de semana, prejudicando trabalhadores de supermercados, shoppings e serviços de saúde.

Moradores do Jardim Veneza, Argolo Ferrão e Califórnia reclamam que há apenas uma linha para atender os três bairros. Quem mora no Jardim Flamingo, na zona Oeste,  afirma que aos domingos tem ônibus no bairro apenas às 6h30 e às 7h30. Depois volta a passar ônibus somente às 19h.  

Em nota encaminhada pela assessoria ao Jornal da Manhã, a Associação Mariliense de Transporte Urbano (AMTU) informou que o transporte coletivo urbano de Marília vem acumulando há cinco meses um grande prejuízo por causa da pandemia do novo coronavírus em 2020.

“O serviço municipal em concessão não recebeu ajuda ou subvenção da Prefeitura de Marília e atualmente opera com 35% de sua receita e mesmo assim oferece 50% de suas viagens. Para minimizar o prejuízo, as linhas estão sendo ajustadas conforme cada demanda detectada e infelizmente não tem condições de oferecer viagens acima do que é sustentável e permitido”, informa.

Segundo a AMTU, “as empresas estão atentas às demandas e buscando readequação mesmo diante deste quadro desfavorável, fazendo o possível para continuar mantendo o sistema em operação. Porém, tudo que se faça ainda vai ficar longe de se alcançar o equilíbrio econômico-financeiro do sistema”.

Sobre as reclamações de lotação dos ônibus, a Emdurb de Marília, que é responsável pela fiscalização, informou que “tomou conhecimento do ocorrido e informa que irá intensificar a fiscalização”.