Pais continuam abaixo assinado e devem procurar MP para impedir volta às aulas

Grupo de pais de alunos da rede municipal querem que as aulas presenciais sejam retomadas apenas em 2021

Por Izabel Dias 

Um grupo de pais que está realizando abaixo assinado online para impedir a retomada das aulas presenciais na rede municipal de Marília, busca apoio de movimentos semelhantes que estão acontecendo em nível nacional. A petição online conta mais de 600 assinaturas e caso não sejam atendidos, os pais devem procurar o Ministério Público.

A volta às aulas presenciais na rede pública se tornou alvo de discussões já que muitos pais e professores afirmam não haver segurança para retomada e grande possibilidade de contágio das crianças com o coronavírus. Ontem o Sindicato dos Servidores de Marília organizou uma manifestação de professores que pedem condições de segurança para retomada das aulas.

O serralheiro Bruno Henrique Guedes Servilha é pai de três crianças que estudam na rede pública municipal e é um dos organizadores do abaixo assinado. Ele afirma que as aulas presenciais não devem ser retomadas em 2020 mas somente em 2021 com a pandemia sob controle ou todos vacinados.  Ele organizou o abaixo assinado com a esposa e afirma contar com apoio de vários pais e inclusive de professores da rede municipal.

“Nós estamos nos unindo com grupos que também estão fazendo abaixo assinado em todo país. Queremos chegar a pelo menos mil assinaturas. Vamos tentar organizar também um ato. Se a Prefeitura disser que vai voltar pretendemos ir no Ministério Público. Se a Fiocruz alertou que a volta às aulas pode provocar muitas mortes porque voltar agora?”, questiona. Bruno Servilha disse que a rede municipal encaminhou um formulário online para os pais para perguntar se acham que as aulas devem ser retomadas. O link para assinar a petição online está no Facebook de Bruno Servilha.

COMITÊ

Em nota encaminhada ao Jornal da Manhã, a Secretaria Municipal da Educação informa que o retorno das aulas presenciais estará em consonância com o governo estadual seguindo as orientações que garantam principalmente a saúde de alunos e servidores (tanto que foi iniciado processo para aquisição de equipamentos de segurança).

“Já foi dado início a formação de um comitê geral com representante da saúde, vigilância sanitária, Conselho Municipal de Educação, Assistência Social e representantes da SME. Tais segmentos tem até a tarde de hoje para enviarem os representantes (receberam a solicitação por ofício). Formado esse comitê geral ele estabelecerá as regras para a formação de subcomites locais com pais e educadores (dentro da realidade de cada região e escola). Vale destacar que a Prefeitura em nenhum momento divulgou que as aulas iriam retornar mesmo porque o cenário é incerto. Todas as medidas que vierem a ser tomadas serão devidamente comunicadas”, finaliza a nota.