HC vai realizar transplante de fígado

Hospital já faz a captação do órgão e neste mês de agosto começa o ambulatório específico para esses pacientes

Foto: Edio Junior

O HC/Famema vai realizar transplante de fígado pelo SUS. A instituição já faz a captação do órgão e neste mês de agosto começa o ambulatório para pacientes com doenças hepáticas no Hospital das Clínicas. De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo da instituição, Francisco Sergi, é um processo gradativo, mas que já foi iniciado.

A expectativa é fazer o primeiro transplante de fígado no HC/Famema dentro de um ano e meio. Com a criação do ambulatórios, os pacientes com hepatopatias passam a contar um tratamento específico de pré-transplante. Além disso, nos próximos meses serão desenvolvidos treinamentos específicos da equipe, o que, aliás, já está em processo. Nos dias 15 e 16 de julho a instituição foi responsável pelas duas primeiras captações de fígado por equipe própria. Até então era preciso chamar profissionais de captação dos hospitais receptores ou transplantadores para efetuar a retirada do órgão.

Em 2018 foram feitas captações de 25 fígados no HC e em 2019, de 27. O Hospital capta outros órgãos também: coração, pulmão, pâncreas, rins, ossos e córneas. Porém, só realiza o transplante de ossos e córneas. E a Santa Casa, de rins e ossos. Marília não tem outros transplantes locais além desses três órgãos (rins, ossos e córneas), realizando apenas captações.

Os transplantes de órgãos e tecidos só podem ser realizados por equipes e hospitais autorizados e fiscalizados pelo Ministério da Saúde, conforme determina a Lei 9.434/97 e o Decreto 2.268/97 sobre Cadastro Único de Receptores.

Atualmente, na região de Marília, estão autorizados a fazer transplantes apenas o HC/Famema, somente para córnea e ossos, e a Santa Casa, para rins e ossos.

Francisco Sergi mencionou que o HC poder realizar também o transplante de fígado, transformando Marília em um centro transplantador de fígado. Mas é preciso, antes, se estruturar, parte física, profissionais, ambulatório e legalização.

“Precisamos oferecer o tratamento e acompanhamento dos pacientes com doenças hepáticas, como o próprio transplante. Só então poderão conseguir a autorização para este tipo de procedimento e é no que temos trabalhado. Em breve, os pacientes não precisarão mais ser transferidos para outra região para receber o tratamento e transplante”, disse o cirurgião.