Editorial

 

                           A velha escola do PT

 

A Polícia Federal deflagrou na segunda-feira a terceira fase da Operação Topique, que apura esquema de desvios na Educação no Piauí. Conforme investigação, a primeira-dama do estado e deputada federal Rejane Dias (PT) teria recebido propina em esquema de contratos que envolviam recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica - Fundeb - e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate). Ela era secretária de Educação na época.


Pode parecer incrível, porque mesmo depois da devassa feita pela operação Lava Jato nos esquemas de corrupção do PT, inclusive com a prisão de seu principal líder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as “escola petista” continua fazendo alunos aplicados na corrupção.


Diante da operação que escrachou a deputada federal Rejane Dias, que é esposa do governador do Piauí, Wellington Dias, expondo a roubalheira, o PT estrilou, retrucou e reclamou. E não seria diferente, porque é norma da escola petista sempre negar tudo... até a morte. Como sempre fez o grande líder Luiz Inácio.


O PT afirmou em nota que as operações da PF na casa e no gabinete da deputada federal Rejane Dias, “são abuso de autoridade e demonstração de perseguição política”. Tentando se livrar da pecha de corrupto, o partido saiu pela tangente e ainda acusou o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados de tentarem enfraquecer a imagem do governo do estado Wellington Dias (PT). "A invasão das residências do governador e de seus familiares pela Polícia Federal, além da tentativa ilegal de invadir o gabinete da deputada Rejane, é uma notória operação midiática de perseguição e destruição de imagem pública", declarou o PT em nota assinada por Gleisi Hoffmann, presidente do partido e deputada federal, que inclusive é investigada na operação Lava Jato junto com o ex-marido e ex-ministro Paulo Bernardo.


O rombo e os danos causados pela corrupção na Secretaria de Educação do Piauí foram levantados pela Polícia Federal. A investigação apura contratos de 2015 e 2017, período em que a deputada estava licenciada na Câmara dos Deputados e desempenhava a função de secretária. Nesta fase da operação, a PF está investigando pessoas responsáveis pelo pagamento dos contratos, quando nas outras fases os empresários foram os alvos. “Afora esta questão do cargo especificamente, ao longo da análise do material apreendido constatou-se que houve recebimento de vantagem indevida também por ela (Rejane Dias) e por familiares dela, de modo que nessa última fase a gente teria que incluí-la também, senão não seria razoável”, disse a delegada federal Milena Caland.


O gabinete da deputada na Câmara dos Deputados foi alvo de busca e apreensão, além de outros 11 lugares no Piauí, incluindo a residência da parlamentar e do governador Wellington Dias, com quem ela é casada.


A operação da segunda-feira é uma continuidade de investigações de agosto de 2018 e setembro de 2019 que apontam crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e crimes de licitação na Secretaria de Educação.

Conforme as investigações, ficou evidenciado, pelo menos, R$ 51,3 milhões em superfaturamento na prestação de serviços de transporte escolar, com recursos do Fundeb e do Pnate, realizados por servidores da cúpula da pasta que se associaram a empresários de locação de veículos. São fortes as evidências de que a ex-secretária de Educação Rejane Dias, meteu a mão no dinheiro do Fundeb. Tanto ela como o marido, o governador Wellington Dias, simplesmente ignoraram investigações da Polícia Federal, se colocando acima de tudo e de todos, como nos velhos tempos do governo de Lula e Dilma Rousseff. O que se espera é que o Supremo Tribunal Federal não atrapalhe o processo e que realmente seja feita justiça com punição exemplar. Afinal, a escola petista de corrupção precisa ter um fim!