Famema integra pesquisa inédita sobre Covid-19

O resultado pode auxiliar no tratamento da doença. Ao todo, o estudo evolve 16 instituições de São Paulo e Paraná

 

Foto: Divulgação

A Famema integra uma pesquisa inédita sobre a Covid-19. O estudo investiga fatores genéticos em casos mais graves da doença. Um dos principais objetivos é detectar por que o vírus se desenvolve de formas diferentes nos variados organismos.

Ao longo de quatro meses serão coletadas amostras de sangue e tecidos de pacientes com Coronavírus com os mais diversos sintomas: leve, moderado e grave. O resultado final da pesquisa, que é única no Brasil e na América Latina, pode auxiliar na produção de remédios eficazes no combate à doença ou para amenizar sintomas durante a fase de infecção do vírus.

“Entender quais são as variantes que causaram a patologia mais grave é importante até do ponto de vista epidemiológico. De onde elas vieram, qual foi a migração, onde começou esse quadro”, considerou um dos responsáveis pelo estudo, o presidente do Instituto para Pesquisa do Câncer, David Figueiredo.

A motivação para a pesquisa foi o questionamento sobre o porquê de alguns grupos ou indivíduos estarem mais propensos a desenvolver a forma grave da Covid-19, mesmo sem estar no grupo de risco. E por que pessoas no grupo de risco muitas vezes têm uma resposta positiva.

“Será que um fator genético inerente a esses indivíduos os torna mais ou menos propensos a desenvolver a forma grave da doença? E se existem, quais são esses fatores?”, questionou Figueiredo. A publicação do estudo deve sair até o início de 2021.

“O referido projeto é de extrema relevância nos níveis nacional e internacional, e ainda permitirá a inserção de docentes e discentes de graduação e pós-graduação da Faculdade de Medicina de Marília”, considerou o docente chefe da disciplina de Genética e Diretor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Famema, Spencer Luiz Marques Payão.

Divisão de amostras em três grupos

As amostras dos pacientes com a Sars-CoV-2 serão divididas em três grupos: pacientes com quadro clínico grave de UTI, com ventilação pulmonar; pacientes com quadro moderado, em enfermaria e curados sem a necessidade de transferência para UTI; e um grupo de pacientes com quadro clínico leve ou assintomáticos, sem internação, em isolamento social.

Instituições envolvidas

O projeto é desenvolvido pela Rede Genômica IPEC/Guarapuava, com pesquisadores de doze instituições de pesquisa do Paraná, além de quatro instituições paulistas: a Famema (Faculdade de Medicina de Marília); a FMRP/USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão); a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara; e a Uniara (Universidade de Araraquara).