Editorial

 

                       STF insiste e a saga continua

 

Parece que o Supremo Tribunal Federal decidiu mesmo governar o país em lugar do presidente Jair Bolsonaro e não se intimida de forma alguma com a enxurrada de críticas sobre a ditadura imposta, principalmente pelo presidente da corte, ministro Dias Toffoli e seu fiel escudeiro (Sancho Pança) ministro Alexandre de Moraes.


O calvo ministro que comanda irregularmente o tal inquérito das fake news, em arrogante atropelo à Constituição, insiste em levar adiante as investigações sobre ataques da população indignada contra a corte de Zeus. Alexandre de Moraes decidiu pela prorrogação por mais 180 dias do inquérito das fake news, que ele diz haver disseminação de notícias falsas e ameaças aos ministros do Supremo. Recentemente, a investigação se voltou a empresários, blogueiros e militantes aliados do presidente Jair Bolsonaro. Ou seja, a espada da ditadura foi apontada diretamente para o Palácio do Planalto. E a perseguição continua atropelando os direitos constitucionais da livre expressão pelos cidadãos.


A saga continua. Nesta semana, Moraes, que é relator da investigação, informou ao Tribunal Superior Eleitoral que aguarda a conclusão de perícias para poder decidir sobre o compartilhamento de provas do inquérito com as ações eleitorais que pedem a cassação do mandato de Bolsonaro.


O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Og Fernandes, relator das ações de cassação no TSE, admitiu que provas do inquérito das fake news sejam compartilhadas com a Justiça Eleitoral, mas deixou para Moraes a decisão de avaliar se a apuração criminal tem relação ou não com os processos eleitorais. Ou seja, o calvo, súdito de Michel Temer, manda e desmanda.

Com mania de perseguição (delírio persecutório) a investigação do ministro Alexandre de Moraes passou a mirar apoiadores do presidente Bolsonaro, que são investigados por suspeitas de integrar uma rede para disseminação de notícias falsas e ameaças contra os ministros do STF. Também foi nesse inquérito que o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, teve que dar explicações após ser divulgado o vídeo da reunião ministerial em que ele defende a prisão de ministros do STF: "Botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF", disse Weintraub na reunião do dia 22 de abril no Planalto. Diante da afronta do STF contra a Constituição e a ditadura de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, parece que o ex-ministro não falou nada demais! Foi um desabafo inerente a qualquer cidadão de bem e que hoje enxerga a saga draconiana contra a democracia no País.

Só para ilustrar, alguns comentários de leitores sobre a matéria da prorrogação do inquérito de Moraes, no portal UOL:

Será que o faraó do STF, não está achando provas e vai ficar prorrogando eternamente? E a pior das ditaduras é a da toga. (Edu corintiano).


Não se justificam prorrogações autorizadas pela "justiça", em tudo deve haver prazos a serem cumpridos! Toda esta morosidade aumenta a ineficiência e a falta de resposta, com processos prescrevendo, aumentando a sensação de impunidade. Vergonha! (Mariano Ferreira)


Os processos engavetados de bandidos que deveriam estar na cadeia estão mofando e esse que nem deveria ter começado está sendo tratado com todo rigor, afinal para que serve esse tribunal? (trigue)


O interesse do ministro é manter indefinidamente o inquérito e assim manter os que julga seus inimigos sob pressão. Vergonhoso! (Aneto).