Editorial

                  Pesquisa Datafolha é fake news?

 

Quando mais se combate as chamadas fake news (notícias falsas) o instituto Datafolha, ligado ao grupo Folha de S. Paulo, divulga uma pesquisa totalmente inconfiável e descaradamente facciosa com o objetivo de atingir o governo do presidente Jair Bolsonaro. O grupo Folha se aliou à Rede Globo e outras mídias em campanha difamatória contra o presidente, depois que o governo federal secou as torneiras que despejavam recursos financeiros espetaculares para essas empresas. Era o dinheiro público sendo mal gasto com jornais, rádios e emissoras de televisão para encobrir os desmandos de governos anteriores, principalmente do PT.

Segundo a pesquisa Datafolha a ampla maioria dos brasileiros considera que as manifestações pedindo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, além dos ataques a integrantes desses Poderes com fake news, ameaçam a democracia. Só que num país com mais de duzentos milhões de habitantes a pesquisa ouviu apenas 2.016 pessoas por telefone. Uma amostragem um tanto baixa para dizer que a ampla maioria dos brasileiros apoia o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Pelo menos as manifestações de rua que acontecem desde ao no passado deixaram bem claro que o povo está com parlamentares e ministros do STF engasgados na goela, por causa de decisões absurdas, em verdadeira campanha contra o governo de Jair Bolsonaro. Eles querem governar o país em lugar do poder executivo!


A pesquisa insiste em que o uso de notícias falsas contra políticos e ministros do Supremo ultrapassa os protestos de rua e em rede sociais como perigo percebido à democracia. Ora, o povo brasileiro não é contra a democracia; muito pelo contrário, a defende com unhas e dentes e rejeita ditaduras como vem acontecendo em ações claras do Supremo Tribunal Federal, Senado e Câmara dos Deputados.


A pesquisa “fake” do Datafolha diz ainda: Para 81% dos ouvidos, espalhar fake news contra esses personagens apresenta risco. Para 17%, não é o caso, e 3% não opinaram. Já manifestações de rua contra os Poderes Judiciário e Legislativo são vistas como risco democrático por 68%, ante 29% que não acham isso e 3% que não sabem. Os mesmos pedidos de intervenção feitos em redes sociais atraem repúdio semelhante, de 66% dos ouvidos pelo instituto, enquanto 31% não veem problema neles e 3% não opinaram.


A credibilidade da pesquisa vai direto para o esgoto quando a Folha de S. Paulo insiste em afirmar que “as críticas a esses Poderes, feitas principalmente por defensores do governo Jair Bolsonaro, são uma das tônicas da crise política pela qual o Brasil passa. Desde o começo do ano, o presidente, que historicamente é um defensor do golpe e da ditadura militar de 1964, agudizou o conflito. Primeiro, protagonizou um embate com o Congresso sobre o manejo do Orçamento. Depois, uma série de decisões que o contrariaram no Supremo levou Bolsonaro a apoiar atos que tinham entre suas bandeiras o fechamento da corte e do Legislativo”. Fica evidente que se trata de uma sórdida campanha contra o governo de Bolsonaro, instigando e fazendo pressão para que o Congresso Nacional vote pedidos de impeachment do presidente. Isso sim é um ato antidemocrático e perverso. Há uma combinação escandalosa entre Folha e Rede Globo para tentar desmoralizar o governo. Mas, no fundo, eles sabem que o eleitorado de Bolsonaro não mudou e continua fiel, o que tem ficado evidente nas manifestações pelas redes sociais. Portanto, pesquisas “fake” não vão alterar esse quadro e só servem para desmoralizar ainda mais o antijornalismo praticado por eles.