Motoentragadores prometem paralisar delivery dia 1º em Marília

"É pra brecar aplicativo e a gente vai parar também os entregadores de estabelecimentos. Lanchonete, vai brecar tudo. Pizzaria, vai tudo brecar", diz organizador

Por NORTON EMERSON (nortonemerson@gmail.com) Fotos:divulgação

 

 

 

Um movimento nacional de motoentregadores promete paralisar as entregas de alimentos e bebidas, no próximo dia 1º de julho.

O ato de protesto está agendado para a quarta-feira, às 18h 30, na avenida Tiradentes. De lá, os motociclistas seguem até à prefeitura de Marília.

Os trabalhadores revivindicam melhorias no sistema de pagamento e cobertura de eventuais acidentes pelos aplicativos, bares, restaurantes e lanchonetes.

Em Marília os organizadores também protestam contra o que chamam de "perseguição da Polícia Militar".

"A gente vai pedir o respeito da Polícia Militar com os entregadores. A Gente vai exigir o respeito. Se tá errado, tá errado. Se tá certo, tá certo. Chega de sermos perseguidos, entendeu?", diz um dos organizadores que não teve a identidade revelada, em áudio enviado no grupo de WhatsApp do movimento.

No mesmo áudio o organizador alerta "Vai parar todos os tipos de delivery, todos os aplicativos, todos os entregadores. É pra brecar aplicativo e a gente vai parar também os entregadores de estabelecimentos. Lanchonete, vai brecar tudo. Pizzaria, vai tudo brecar. Nós não vamos fazer entrega pra ninguém. Quarta-feira é isso daí, não vai fazer entrega, vai parar geral".

O movimento enviou uma lista de reivindicações:

 

1 - Fim de Bloqueios sem Justificativas, Transparência e motivos que justifique o bloqueio.

 

2 - Fim de rotas onde o APP (aplicativo) paga taxas de acordo com roteiros das entregas, caso queira dar rotas para o motoboys o APP irá pagar as taxas de cada rotas que ele fizer integral, somando os KM do estabelecimento de retirada do produto ao destino.

 

3 - Mudanças na Plataforma dos restaurantes, para só chamar os entregadores quando os pedidos estiverem prontos,” muitos perdem tempo em alguns restaurantes por não darem prioridades aos delivery” atende os clientes físicos e prejudica o trabalho dos motoboys que chega a aguardar as vezes até uma hora no pedido.

 

4 - Pagar R$5,00 reais por taxas de Retiradas do produto em qualquer plataforma de APPs, e R$1,50 por KM percorrido.

 

5 - Fim de score, ranque ou nível de utilização do APP para todos Motoboys, sem priorizar alguns e prejudicas outros.

 

6 - Taxar valores fixo de taxas nacional, sem priorizar alguns Estados por serem Metrópoles, e pagar menos a outros por serem cidades pequenas ou região diferentes.

 

7 - Acobertar todos entregadores que sofrerem algum acidente quando estiver prestando serviço ao APP, seja familiar caso for fatal ou pagar um benefício quando o mesmo estiver inapto para fazer entregas, até o seu retorno. (Por exemplo o caso de covid19).

 

8 - Liberdade para os entregadores caso não queira fazer as entregas que não lhe convém, por exemplo o único que prejudica atualmente e não dar liberdade ao entregadores é o Ifood, entregadores com rotas rejeitadas ou rotas a mais tem dificuldade de pegarem outras entregas, então exigimos o fim desse sistema.

 

9 - Uma Opção no APP para os entregadores optar em que região eles deseja fazer entregas, para só ser chamados em outras região se o mesmo optar.

 

10 - Limite máximo de espera 20 minutos, caso o estabelecimento ultrapasse seja contado R$0,75 centavos por cada minutos ultrapassado da tolerância dos 20 minutos.

 

Em Marília o movimento não se limita aos entregadores de aplicativos. Ele também mobiliza motoentregadores que prestam serviço diretamente aos bares, restaurantes e similares e exigem melhoria no pagamento das taxas fixa e de entrega, além de exigir assistência médica dos estabelecimentos.

"chega dessas taxinhas de R$35,00 aí e meia taxa de entrega. A gente não leva meio lanche, não leva meia pizza...agora, a gente vai exigir que o estabelecimento se comprometa com o entregador. Porque ele sofre acidente e o estabelecimento simplesmente vira as costas pro entregador e arrruma outro. isso não é certo. Fixo, R$ 50,00 e 100% da taxa de entrega, de dia. De noite, mínimo de fixo R$  70,00 e taxa de entrega 100% do entregador", disse um dos organizadores locais.