“Equidade” não combina com inoperância e discriminação

 

           

 

 

A respeito da entrevista do Senhor Secretário de Estado da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, ao jornal “Folha de São Paulo”, edição de 25 de junho de 2020, quando o mesmo diz ser “inaceitável” a volta das escolas particulares antes da rede pública, o Sieeesp – Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo tem dizer que: Inaceitável é a postura daqueles os quais que acreditam que, proibindo a escola particular de fazer alguma coisa vai igualar com a rede estatal, alegando “equidade”. Isso é nivelar por baixo. E mais: a escola privada não pode ser punida pela inoperância da gestão educacional, um estado de coisas do qual falamos há mais de 30 anos. E tem mais: se a escola particular consegue ser mais ágil, e se tomou todas as medidas e se se preparou de maneira efetiva para voltar às aulas, não pode ser obrigada a pagar o alto

preço da inoperância do Estado. Ao contrário do que diz o senhor secretário, a escola privada de educação básica, representada pelo Sieeesp, não é “escola de rico”, pecha que insiste em tentar desqualificar o ensino privado, pejorativamente. Isso sim é uma discriminação abjeta, odiosa, que ofende as famílias e toda a comunidade escolar, não corresponde à realidade, e é claramente um falso argumento só para tentar justificar o injustificável.  Somos 10.000 escolas que atendem hoje a todas as classes sociais, sem fazer qualquer distinção ou discriminação, respondendo por uma em cada quatro matrículas em todo o Estado, 24% do total, ou seja, 2,4 milhões de alunos. Além disso, é a escola mais democrática que existe, muito mais do que a rede pública, contando com alunos de todas as classes, raças, credos, sem distinção. Hoje a escola particular atende a mais de um milhão de alunos pertencentes às classes C D e E, praticamente a metade de todo o contingente de estudantes. Não por caso milhões de famílias procuram a escola privada e estão lá: é porque desacreditaram totalmente do ensino público, cansaram da falta de segurança, da violência, da politicagem, enfim de todas as mazelas que todos conhecem e que há mais de 30 anos vimos falando disso. O que o Estado deveria fazer é o que está diagnosticado há tempos por educadores e especialistas, que é elevar urgentemente o nível da escola pública para o que existe de melhor hoje na particular, e não o contrário, tentando rebaixá-la, não chegando a lugar nenhum. (Resposta do Sieeesp à entrevista do secretário Rossieli Soares à Imprensa)

 

Benjamin Ribeiro da Silva Presidente do Sieeesp

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