Funcionários Fumes criam petição pública por equiparação de salários

Ação foi motivada pela decisão do TST, que obriga a Famar a reajustar os salários em 8,7%, mas excluiu os funcionários Fumes

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A Associação dos Funcionários da Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) criou uma petição pública por igualdade de benefícios trabalhistas em relação à Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília). As duas entidades respondem pelos trabalhadores do Complexo Famema.

 

A petição foi motivada pela decisão do Tribunal Superior do Trabalho, que obriga a Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília) a reajustar os salários dos funcionários em 8,7%. A decisão é relativa à data-base da categoria de 1º de junho de 2015, ano do dissídio coletivo, com ação ajuizada pelo sindicato. E exclui os funcionários Fumes.

 

“Está havendo distinção de tratamento entre os funcionários da Fumes e os funcionários da Famar”, afirmou a diretoria da associação. A entidade destaca que o problema é antigo.

 

“Há, no mínimo, uma crise por ano. A estadualização da Famema, em 1994, contribuiu, na época para minimizar essa situação. Porém, desde 2007, a criação da Famar já sinalizou os indícios de desigualdade em comparação aos funcionários da Fumes”, mencionou a diretoria.


Segundo a associação, “a Fumes paga um salário base onde se calcula o anuênio, abaixo do piso da categoria adicionado de gratificações. Enquanto a Famar pagava um salário base que atualmente está incorporado à gratificação e no total se calcula o anuênio, o que gera a desigualdade”.


Para a entidade, a recente decisão referente ao dissídio coletivo retroativo a 1° de junho do ano de 2015, que beneficia só os funcionários da Famar, aumenta a desigualdade.


“O menor salário base na época da estadualização equiparava-se a dois salários mínimos, mas hoje é de meio salário mínimo. Além da precarização das condições de trabalho. E tudo isso se reflete na qualidade de atendimento à população”, continuou a diretoria da Associação dos Funcionários da Fumes.


A petição pública, online, já reuniu 579 assinaturas; restando 421 para a meta de mil, que é o número aproximado de funcionários do Complexo Famema que trabalham via Fumes. Ao todo a instituição tem 2.400 profissionais. A maior parte, contratada via Famar.  


Fumes apoia reivindicação dos funcionários


O link de acesso à petição é https://peticaopublica.org/assine/e-a-fumes-como-fica/. O presidente da Fumes, José Carlos Nardi, frisou que, independente dessa decisão judicial, a entidade tem consciência que o salário dos funcionários Fumes está defasado.

 

“Estamos fazendo o que está no nosso alcance pra corrigir isso. A Fumes não foi condenada a pagar o dissídio coletivo referente a 2015, mas isso não impede a conquista da equiparação, que achamos justa e gostaríamos que ocorresse”, disse José Carlos Nardi.

 

O presidente acrescentou que a política salarial é ditada pelo Governo do Estado, mas que a direção da Fumes, junto aos funcionários, iniciou uma tentativa de tratativa com o poder público. O objetivo é viabilizar a equiparação, o que, segundo ele, é uma obrigação da Fumes.