Há quatro anos, tocha olímpica passava por Marília

Para-atleta Aurélio Guedes foi um dos escolhidos para carregar a tocha pelas ruas da cidade

Por Jorge Luiz/foto: Edio Jr.

No dia 28 de junho de 2016 (há 4 anos), Marília fez parte dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (maior evento esportivo do planeta), com a passagem da tocha pelas ruas da cidade. Foram 30 condutores sorteados ou escolhidos, entre personalidades e desconhecidos, que fizeram um trajeto de aproximadamente 200 metros cada, carregando a chama olímpica da Avenida Rio Branco (esquina com a Rua Tupã) até a Rua Sergipe, na Praça Maria Izabel, ao lado da Basílica São Bento.

Paraguaçu Paulista foi o primeiro município o dia a receber o evento e logo na sequência, por volta das 11h30, teve início em Marília. Um dos estudantes da Etec Antônio Devisate, que acendeu a tocha para o primeiro condutor foi Bruna de França Tastelli. “Fui escolhida por conta de um concurso de redação. Realmente não esperava fazer parte de um evento tão grande. Com certeza isso será lembrado por mim por toda a vida”, declarou.

 

1º condutor – O primeiro condutor da tocha também estava muito emocionado. O grão-mestre sul-coreano Kun Mo Bang, reside em Marília e foi um dos pioneiros na introdução do taekwondo no Brasil. “Mesmo com toda minha vivência, esse é um momento difícil de explicar, porque é um fato histórico. Estou muito feliz por poder fazer parte de tudo isso, ainda mais sendo o primeiro a carregar a tocha”, explicou.

O diretor-presidente do Banco Bradesco, o mariliense Luiz Carlos Trabuco Cappi, foi um dos destaques no desfile. Ele recebeu a chama olímpica do autor de telenovelas Walcir Rodrigues Carrasco e conduziu a tocha na Avenida Sampaio Vidal até a agência do banco, onde discursou em um palanque. “Marília é uma cidade maravilhosa, símbolo de amor e liberdade, onde eu nasci e aprendi a amar. Poder compartilhar esse fogo olímpico é uma grande satisfação para mim”, relatou.

Antes de acender a tocha olímpica do menino Hugo De Oliveira Cabral, um dos estudantes da Fundação Bradesco, Trabuco recebeu no palanque o ex-nadador Gustavo Borges, ganhador de duas medalhas de pratas em Olimpíadas: 100 metros livres em Barcelona 1992 e 200m livre em Atlanta 1996. Ele participou de quatro edições dos Jogos Olímpicos.

O ator mariliense Guilherme Nasraui também classificou a experiência de carregar a tocha como “momento único”. “Fiquei muito feliz com a oportunidade, porque é algo que vou contar um dia para os meus filhos e netos. Talvez o momento do País não seja propício para tanta alegria, mas confesso que foi muito emocionante ver tantas crianças nas ruas para acompanhar a tocha. O fogo olímpico representa a união dos povos e o espírito da chama transmite algo muito bom”, comentou.

 

Celebridades esportivas – Esportistas de destaque na cidade também tiveram o privilégio de participar do evento, como o presidente da Associação Mariliense de Esportes Inclusivos (Amei), Celso Parolisi Filho. “Realmente foi muito emocionante, principalmente poder ver no percurso meus familiares e alunos da Amei. Muitos gostariam de ter essa honra que tive, mas poucos conseguiram estar aqui. Por isso aproveitei para homenagear nossa entidade, que trabalha com gente que busca superação o tempo todo e não desiste de seus sonhos”, frisou.

Outro representante da Amei que carregou a tocha foi o recordista mundial dos 400 metros rasos para deficientes intelectuais, Daniel Tavares, que dois meses depois foi campeão das Paralimpíadas. Quem também se emocionou por ser um dos condutores foi o professor de boxe Ari Coletti. “Foi uma experiência única ser um condutor no maior evento esportivo do planeta. Foi muito gratificante passear com a tocha e ver as pessoas felizes e empolgadas. Esse momento ficará marcado pelo resto da minha vida”, lembrou.

Uma das maiores vozes do rádio esportivo brasileiro também fez parte da grande festa pelas ruas de Marília. Osmar Santos, o “Pai da Matéria”, desfilou em cadeira de rodas e deixou ‘transbordar’ sua alegria. “Bom demais. Tudo muito lindo”. Outro “Osmar” condutor da tocha foi o meio-fundista Osmar Barbosa. O mariliense disputou a prova dos 800 metros rasos no atletismo e participou de três Olimpíadas: Atlanta-1996, Sydney-2000 e Atenas-2004.

O último condutor da tocha, que levou a chama olímpica até o palco montado em frente à Basílica São Bento, foi o maratonista paralímpico Aurélio Gudes, que participou de quatro Paralimpíadas (Atlanta-1996, Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008). “É muito gratificante poder participar deste evento. Eu que representei Marília em muitas competições mundo a fora. Carregar essa tocha é um marco na minha carreira de atleta”, enfatizou.