Editorial

                  A live dos derrotados

 

Anunciada com grande estardalhaço nesta semana, a live dos derrotados teria acontecido ontem, mas não se tem informação de grande aceitação e assistência. Talvez tenha tido espectadores apenas nas casas e famílias dos participantes, mesmo porque já tinha sido contestada até mesmo por lideranças da esquerda. Se pode dizer que tenha sido uma grande trapalhada e mais uma tentativa de colocar para fora o espinho da derrota engasgado na garganta da esquerda desde a eleição de Jair Bolsonaro em 2.018. Está difícil de passar a dor da cacetada nas urnas!


O ato virtual contra o presidente Jair Bolsonaro fio convocado pelo movimento Direitos Já e deveria reunir ao menos 100 políticos, sendo 13 presidentes de partidos, da esquerda à direita “pelega”, ex-presidenciáveis e coordenadores de outros grupos de defesa da democracia. No entanto, os principais nomes do PT ficaram de fora, embora tenham sido convidados.

Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, decidiram não participar do ato, que teve a presença de Fernando Haddad, candidato petista derrotado em 2018, e outros nomes que concorreram à Presidência: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL). Verdadeiro balaio de gatos (e ratos).

A avaliação de Lula e Gleisi é que o PT não deveriam estar no mesmo palanque virtual ex-adversários históricos da sigla, como o PSDB. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos tucanos confirmados, ao lado do presidente do partido, Bruno Araújo. Outro que se comprometeu com a organização foi o apresentador Luciano Huck, cotado como possível candidato à Presidência em 2022. Ou seja, é outro candidato a uma derrota histórica se realmente tiver coragem de ir às urnas em 2.022.

Esse movimento Direitos Já começou às avessas, criticado e fadado ao fracasso, tanto que os ex-presidentes Michel Temer e José Sarney chegaram a confirmar presença, mas desistiram. Temer enviou um vídeo, mas depois pediu que a gravação não fosse usada. Perceberam que estavam sendo manipulados e resolveram não dar murros em ponta de faca. Ainda mais os dois que têm um passado negro de corrupção!


Até o coordenador do movimento Direitos Já, Fernando Guimarães (expulso do PSDB por aliados do governador João Doria) acha que não existe no grupo consenso sobre o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Então para que fazer esse movimento trapalhão juntando um bando de derrotados repelidos nas urnas? Quem aderiu à live foi apenas para aparecer na mídia e sair do ostracismo, mas também deve ter caído do cavalo, porque o resultado foi pífio. O povo, os trabalhadores, gente de bem, têm mais o que fazer do que dar ouvidos a derrotados. Qualquer um deles que se arriscar numa disputa com Jair Bolsonaro será, certamente, massacrado nas urnas!