Sindicato divulga nota de repúdio e diz que escolas privadas estão preparadas para o retorno

Governo do Estado divulgou que a volta às aulas será dia 8 de setembro nas redes pública e privada

Por Izabel Dias 

Após a entrevista coletiva do governador João Doria ontem onde anunciou o dia 8 de setembro como data para o retorno às aulas nas redes pública e particular, o Sieeesp (Sindicato das Escolas Particulares do Estado de São Paulo) divulgou nota de repúdio ao Governo, já que o sindicato teria uma reunião com a Secretaria da Educação antes do anúncio da data de retomada das aulas.

O Sieeesp considera que as escolas particulares estão prontas para retomar as aulas antes da rede pública. “O Sieeesp vem repudiar a forma pela qual o Governo do Estado de São Paulo usou o seu nome, à revelia, sem consulta, para anunciar o seu plano de retorno às aulas para somente a partir de 8 de setembro”.

A nota assinada pelo presidente Benjamim Ribeiro da Silva, afirma que causou estranheza esse fato, já que estava acertada uma reunião que aconteceria antes do anúncio com a Secretaria de Educação, exatamente para discutir como seria essa volta nas escolas particulares em todo o Estado.

“A escola particular está pronta para adotar todos os procedimentos de segurança, higiene e saúde; já tem o seu protocolo devidamente discutido e elaborado por especialistas e médicos, com certificação de equipamentos, o qual segue estritamente todas as normas e regras oriundas da OMS, autoridades de Saúde e Educação, e que está tornado público em nosso site”, diz.

O Sieeesp diz que o Governo é incompetente por ainda não estar preparado para o retorno às aulas. “A escola particular não pode ser culpabilizada e nem ser refém da incompetência do Estado e da Prefeitura, que ainda não estão preparados para promover a volta dos seus alunos à sala de aula”, afirma.

Segundo o presidente do Sieeesp, as escolas particulares são responsáveis por 2,4 milhões de alunos (24% dos estudantes de todo ensino básico do Estado) em 10 mil escolas, cuja maioria atende hoje às famílias das classes C, D, e E e é de pequeno porte.

“Nem por isso deixamos de ter competência e capacidade para que sejam tomadas todas as providências necessárias para uma volta segura. Mas não ao custo de sermos obrigados a ficar atrelados à ineficiência do atual ensino básico estatal, cujos responsáveis não se mostram preparados para esse desafio. Se for este o caso, então está mais do que na hora de se repensar a educação pública”, diz o presidente do Sieeesp.

O mantenedor do Colégio Interação, Tuti Mendes, disse que aguarda apenas autorização dos órgãos competentes para retomar as aulas. “Estamos preparados. Em relação a tecnologia a escola já está adaptada e também para seguir todos os protocolos de saúde”.

ENSINO MUNICIPAL

O secretário municipal da Educação de Marília, Helter Bachi , informou ontem ao Jornal da Manhã, através da assessoria, que ainda não tem como se posicionar sobre o assunto. Segundo o secretário, o município de Marilia e demais municípios ficaram sabendo das informações sobre a data de retorno às aulas ontem, durante a entrevista ao vivo do governador. “Não há nenhuma informação impressa, um oficio aos municípios determinando essas questões. E isso depende de reuniões com o comitê e de critérios técnicos, por isso ainda não podemos nos manifestar.”