Chevrolet Tracker quer se impor entre os SUVs compactos

Autoconfiança é importante. Mas, numa dose excessiva, pode parecer prepotência e atrapalhar. A Chevrolet lançou o Tracker “disparando” contra vários concorrentes.

Autoconfiança é importante. Mas, numa dose excessiva, pode parecer prepotência e atrapalhar. A Chevrolet lançou o Tracker “disparando” contra vários concorrentes.

Fez comerciais atacando os pontos fracos de cada um, como a qualidade do acabamento, espaço no porta-malas, alto consumo de combustível e preço elevado. Mas será que ele se garante e pode se impor entre os SUVs compactos, que disputam uma das mais acirradas brigas do mercado brasileiro?

É preciso lembrar que o Tracker nunca teve papel de destaque na categoria, seja pela falta de competitividade do produto, ou por barreiras comerciais, como a importação do México, limitada a cotas.

Agora, produzido em São Caetano do Sul (SP) e muito mais moderno, almeja voos mais altos. E, se a primeira impressão for mantida, a autoconfiança é justificável.

Na versão topo de linha Premier, o Tracker mostra que chegou para elevar o padrão do segmento, principalmente em equipamentos.

Repetindo a fórmula usada no Onix, a Chevrolet recheou seu SUV compacto. Entre os 5 rivais mais vendidos do país, ele traz alguns itens que os concorrentes sequer "sonham". É o caso de frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, indicador de distância para o veículo da frente e internet a bordo (grátis por um período).

Seu pacote ainda inclui itens que são vendidos à parte por alguns concorrentes. É o caso do estacionamento automático e teto solar. Por fim, o Tracker traz uma série de outros equipamentos já tradicionais no segmento, como ar-condicionado digital, 6 airbags, acesso e partida por chave presencial, sensores de luz e chuva e faróis de LED.

Quando o assunto é a motorização, é preciso entender que este segmento é tão variado quanto a paleta de cores de um pintor. Há quem aposte em “motorzão” aspirado. Outras marcas preferem unidades menores, também aspiradas, só que mais eficientes. A corrente que tem crescido é a do turbo, exatamente onde a Chevrolet apostou suas fichas. O Tracker Premier sai de fábrica com um diminuto motor 1.2 de três cilindros. Felizes dos mecânicos, que terão um grande espaço para trabalhar.

Melhor de dirigir

Mas justiça seja feita, o Tracker atual está em sua melhor forma. Apesar de menos potente, ele é mais leve do que seu antecessor. E o casamento do motor 1.2 com o câmbio automático de 6 marchas é harmonioso.

Em uma comparação com o Onix (os dois modelos foram desenvolvidos na sequência, na China), o Tracker mostra que passou por um processo de ajuste fino melhor. As respostas do acelerador são mais progressivas. A direção, leve e direta, agrada o motorista.

Depois de passar anos como um coadjuvante, vendo seus concorrentes "gargalharem", o Tracker finalmente tem condições de esboçar uma "risada", principalmente porque se tornou referência na categoria em termos de equipamentos.

Ainda que fique apenas na média em preço, espaço, consumo e custos de manutenção, o design renovado, a boa dirigibilidade e a força da marca Chevrolet podem ajudá-lo a brigar pela liderança do segmento.