Hospital das Clínicas pode ter ausência de funcionários por falta de transporte

HC tem 40 funcionários que moram na região com dificuldade de vir trabalhar. Maioria é de enfermagem

Foto: Edio Junior

O Hospital das Clínicas pode começar a ter ausência de funcionários por falta de transporte. Isso porque 40 deles moram na região e as empresas de ônibus para viagem intermunicipal restringiram suas linhas. O HC estava arcando com esse compromisso desde março, mas parou nesta semana.

A restrição das linhas de ônibus foi uma consequência da pandemia e do isolamento social. Provisoriamente o HC/Famema assumiu o transporte, mas, para isso, utilizava outros funcionários, que recebiam horas extras. O que não é mais possível.

Segundo apurou o Jornal da Manhã, para não tirar os plantonistas de dentro do HC, o hospital recorria a outros funcionários, fora do seu horário de trabalho, para buscar e levar os colaboradores que moram fora de Marília.

No entanto, segundo esses colaboradores, o transporte não é mais realizado pela instituição desde terça-feira porque o limite de horas extras já teria sido excedido.

A autarquia HC/Famema tem 40 funcionários com dificuldade de locomoção para trabalhar, residentes nas cidades de Pompeia, Oriente e Quintana. A maioria é da área de enfermagem, atuando em nível hospitalar e há risco de começar haver faltas.

Alguns colaboradores mencionaram que estão utilizando meios próprios, como carona, mas o final de semana pode prejudicá-los ainda mais porque o fluxo de pessoas da região para Marília diminui significativamente.

A diretoria técnica do Departamento de Infraestrutura e Logística do HC/Famema confirmou o problema e informou que fez contato com as duas empresas de transporte intermunicipal que cumprem as linhas entre Marília e Pompeia, Oriente e Quintana.

Porém, essas empresas mencionaram que ainda estão se adequando à flexibilização da quarentena e não há previsão para que novos horários sejam incluídos na rotina de transporte. O Jornal da Manhã também tentou contato, mas os telefones não atenderam.

“Um exemplo é que o último horário de saída de Marília ocorre antes do final do plantão, que termina às 19 horas, não havendo realmente como os funcionários voltarem para suas cidades à noite”, observou o diretor técnico do Departamento de Infraestrutura e Logística, Márcio Freitas.