Editorial

Volta às aulas urgente!

 

Muito se tem reclamado de vários problemas que surgiram com a pandemia do coronavírus e a quarentena decretada pelo governo do estado, que fechou praticamente tudo exigindo isolamento social. Pois é, os problemas vão se acumulando com o passar do tempo e já não é só a quebradeira do comércio que preocupa, com perda de renda e demissões.

Acontece que as famílias passam por muito mais dificuldades, muitas delas enfrentando a perda ou diminuição da renda e outras como o desemprego. Para piorar a situação tem os filhos em casa, quando deveriam estar nas escolas.

Já se faz necessário a volta dos alunos às escolas, sejam estaduais, municipais ou particulares, do materno-infantil ao segundo grau. O problema maior se tem registrado com as crianças até 10 ou 12 anos, que precisam de total apoio dos pais, de cuidados e muita orientação, já que deveriam estar nas escolas em um período ou período integral.

São vários problemas detectados com a suspensão das aulas, desde a falta da merenda para famílias em situação precária até à falta de atividades para as crianças.

Agora o governo “inventou” uma saída desastrosa para tentar ocupar as crianças e, principalmente enganar o calendário escolar: ensino à distância. Acontece que para isso é preciso ter tecnologia, condições financeiras para ter aparelhos como celular, notebook e principalmente Internet. Uma família com mais de duas ou três crianças não consegue fazer o ensino à distância.

Não bastasse isso famílias de classe média (e até alta) que têm filhos em escolas particulares continuam pagando salgadas mensalidades sem que as crianças tenham aulas físicas saindo de casa. O ensino à distância não passa de pura enganação por alguns minutos, ou até algumas horas, sem que as crianças tenham qualquer interesse. Tem sido grande o número de pais que estão preferindo trancar as matrículas, simplesmente tirando os filhos das escolas como forma de economizar, já que não há aulas e o ano está praticamente perdido. A crise afetou seriamente o bolso!

Portanto, sofrem pais e crianças sejam de qualquer classe (baixa, média e alta) com a quarentena e o isolamento social, principalmente aqueles que ainda têm emprego e precisam trabalhar de alguma forma, não tendo com quem deixar os filhos. Muitas vezes se pede ajuda a parentes, principalmente avós e tios, mas isso não resolve o problema. Está mais do que na hora das crianças voltarem para as escolas ou a situação ficará ainda pior, tanto para os pais, como para os alunos e as escolas, principalmente as particulares que terão muitas baixas nas matrículas. A quarentena absurda do governador João Dória que atingiu a todos indistintamente, vai afetar seriamente a educação. Marília, por exemplo, tem números inexpressivos de casos da Covid-19 e já deveria ter as escolas em pleno funcionamento.