Doria sinaliza que pode decretar lockdown se situação se agravar

 

 

Governador afirmou que ele e os prefeitos do estado estão fazendo 'todo o esforço possível' para evitar confinamento total

 

O governador do estado de São Paulo, João Doria, disse no começo da tarde desta quarta-feira (20), que se os índices de coronavírus piorarem no estado, serão tomadas medidas mais restritivas. “Se nós não tivermos solidariedade, os índices crescerem ainda mais, e colocarmos em risco a vida das pessoas, seremos obrigados a adotar o lockdown”. Doria não especificou quais são os índices. No protocolo estabelecido para um possível relaxamento da quarentena, são considerados três índices: mortes, casos e ocupação de UTIs.


Nas últimas 24h, houve o registro de mais 216 mortes no estado por Covid-19, chegando à marca de 5.363 mortes pela doença no estado desde o início da pandemia. “Vamos fazer um esforço nesses 6 dias, de hoje até a próxima segunda-feira, dia 25 de maio, na capital, região metropolitana, no litoral, e no interior de São Paulo, para evitar medidas mais duras e mais restritivas”, disse o governador.


No entanto, Doria ressaltou que ele e os prefeitos do estado estão fazendo “todo o esforço possível” para evitar o confinamento total. “Se pudermos evitar com ações, com medidas e com a solidariedade das pessoas que estão se resguardando, se protegendo e se isolando em casa, melhor”, afirmou o governador. Doria disse que, antes de anunciar o lockdown, devemos ter “esperança e confiança”. “Confiança de que as pessoas saberão respeitar a orientação de não viajar, de ficar em casa, e compreenderem a importância de protegerem as suas vidas e de seus familiares. Se isso não ocorrer nós, infelizmente, teremos que avançar em novas etapas.”


O governador comentou ainda sobre o maior número de mortes em um dia no país, anunciado nesta terça-feira (19), com 1.179 novos registros. “Será que é preciso mais que essa tragédia para compreendermos a importância do resguardo e isolamento social? Será que vamos precisar ver pessoas mortas nas calçadas?”