Vizinhos pedem ajuda para abrigar gatos que vivem em casa vazia

Cerca de sete gatos adultos e filhotes ocupam a casa e necessitam de cuidados

 

Por Izabel Dias 

Moradores próximo a uma casa vazia na rua Pernambuco 682, bairro Banzato, pedem ajuda ao poder público e ONGs de proteção animal, para abrigar cerca de sete gatos que estão vivendo na casa há vários meses. São gatos adultos e filhotes que vivem no local e se unem a um grande número de gatos que vive na vizinhança.

“Gosto muito de gatos e cachorro, nós levamos comida pra eles para não morrerem de fome, mas não podem ficar aqui sem cuidados, o ideal seria castrar e doar para que eles tenham uma família que cuide deles”, disse uma vizinha. Na mesma rua, uma  moradora abriga dezenas de gatos que já foram alvo de várias reclamações dos vizinhos.

Ocorre que a vontade de ajudar os gatos provoca outro problema. O local também está atraindo um grande número de pombos, tornando-se inclusive um risco à saúde dos moradores, já que transmitem diversas doenças.

O veterinário da Divisão de  Zoonoses da Prefeitura, Lupércio Garrido, disse ao Jornal da Manhã que vai até a casa vazia verificar a situação dos gatos e buscar providências. Ele explica que em relação aos pombos a orientação é de que a população não deve  alimentá-los, pois são considerados animais finantrópicos, como ratos e caramujos, e trazem prejuízo à saúde pública.

Sobre a moradora que abriga em casa dezenas de gatos, o veterinário explicou que a questão já é conhecida e que a família está finalizando um abrigo para os gatos em um local amplo e que assim que ficar pronto os animais serão levados.

DIFICULDADES

As ONGs (Organização Não Governamental) de proteção animal de Marília enfrentam dificuldades em razão da falta de espaço nos abrigos e da interrupção do programa de castração municipal. “Perdemos todas as castrações sem custo da Prefeitura. Estamos com 65 cachorros e não temos como receber mais”, disse Sheila Giroto, da ONG Garra, que atende apenas cães.

Marília não tem um abrigo apenas para gatos e os felinos são atendidos por protetores independentes. Em razão da pandemia do coronavírus as ações beneficentes de arrecadação também foram interrompidas e muitos abrigos enfrentam inclusive dificuldade para comprar ração para os animais.

Fernanda Costa, da ONG Adote pediu fotos dos gatinhos para divulgação de adoção. “Nessa época de quarentena diminuiu muito a doação de ração. Não estamos conseguindo mais recolher, estamos com muito bicho”, disse.