Quarentena derruba doações de sangue pela metade

Coleta é feita com normas de segurança adicionais, respeitando as recomendações de prevenção ao Coronavírus

Foto: Arquivo JM

A presença de doadores no Hemocentro de Marília caiu pela metade em maio. Mesmo com a pandemia e a necessidade de isolamento social, o banco de sangue conseguiu manter a média de doações em março e abril. Já neste mês o impacto tem sido maior. O serviço trabalha dentro das normas de segurança e pede que os voluntários compareçam.

O ano começou com uma média de doações abaixo de janeiro de 2019, 39 doadores por dia em 2020 na comparação com 46 um ano antes. Mas fevereiro superou a média do mesmo período de 2019, 47 doadores/dia contra 45/dia no ano passado.

Apesar da pandemia, em março deste ano a média de doadores no Hemocentro de Marília foi de 52 por dia, não distante dos 56 alcançados em março de 2019.

E em abril, as campanhas para que os doadores não deixassem de comparecer, apesar do isolamento social, surtiu efeito. Foi possível atingir a média de 52 doações/dia, mais do que as 50 doações/dia obtidas em 2019 nesse mesmo período.

Porém, em maio o impacto da quarentena tem sido maior, com corte de doações pela metade. Na semana passada a média diária foi de 23 doadores, chegando a 18 no pior dia.

“O quadro atípico que estamos vivendo tem repercutido de maneira negativa no Hemocentro. As pessoas não sabem se o serviço está aberto, se mudou horário de atendimento, temem contato com outras pessoas e querem seguir a recomendação de ficar em casa”, disse a assistente social do Hemocentro de Marília, Lucimara Faustino.

Serviço é essencial e adotou medidas de segurança

Mas a assistente social ressaltou que o banco de sangue é um serviço essencial e que todas as medidas de segurança foram tomadas, estando em funcionamento normal, das 7h às 13 horas, de segunda a sexta-feira.

“Afastamos as poltronas de coleta de sangue e, embora estejamos atendendo a demanda espontânea, aconselhamos o agendamento, como forma de controle do fluxo”, disse a assistente social.

Além disso, os doadores precisam utilizar a máscara, assim como toda equipe. Quando há campanhas para contribuir com doações de sangue, o público tem sido fracionado para evitar aglomeração.

Lucimara Faustino lembra que a pandemia interferiu também nos transportes, o que dificultou a vinda principalmente dos doadores da região. Mais um motivo para quem pode, ajudar a recuperar o estoque de sangue.

Os tipos sanguíneos O e A negativos estão em piores condições, mas, no geral, o estoque está abaixo do ideal de segurança para o atendimento aos pacientes crônicos e emergenciais.  

O agendamento pelo doador de sangue é feito pelo telefone 3402-1851. O Hemocentro funciona das 7h às 13 horas, de segunda a sábado. O endereço é rua Lourival Freire, nº 240, ao lado do Fórum, bairro Fragata.

Quem pode doar sangue

O critério inclui boa saúde, peso acima de 50 quilos e estar alimentado, sem ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. É preciso comparecer de máscara e portar documento com foto. Mulheres podem fazer três doações por ano e homens, quatro.

Jovens podem fazer a doação a partir dos 16 anos, acompanhados de um responsável até completarem 18. E adultos podem doar sangue até os 69 anos.