Presidente da APM Marília acredita que isolamento pode ter sido precoce

Médico aconselha parcimônia no julgamento das divergências políticas com relação ao Coronavírus

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O presidente da APM Marília (Associação Paulista de Medicina), José Raphael de Moura Campos Montoro, acredita que o isolamento social é correto, mas que as medidas restritivas  no interior de São Paulo e em outras partes do país podem ter sido antecipadas. Ele aconselhou parcimônia no julgamento das divergências políticas com relação à pandemia.

“O presidente da República Jair Bolsonaro pode não estar errado, o que não implica num erro por parte do governo estadual, que preferiu radicalizar a arriscar. O momento é de observação e, talvez, de retomada gradativa de alguns serviços”, disse o médico José Raphael Montoro.

O presidente da APM Marília considera o isolamento social uma “atitude cirúrgica” necessária por prevenção. Mas acha que pode ter havido precipitação no interior do estado e em outras regiões do Brasil.

“Talvez o governador João Doria tem errado o time de fazer isso. Neste momento, vejo como importante a restrição na capital, mas talvez ainda não no interior de São Paulo”.

O médico mencionou que a recomendação da Organização Mundial de Saúde, somada ao poder das redes sociais e ao medo que se instalou no mundo levaram a um possível adiantamento das medidas restritivas.

“Acredito que não veremos no hemisfério sul o que acompanhamos no hemisfério norte. Porém, as restrições são compreensíveis e preventivas. Devemos avaliar com parcimônia os diferentes pontos de vista políticos e agir com prudência.

Até por se tratar de uma situação totalmente nova, em que não conhecemos as conclusões. O momento é de observar e tentar, gradativamente, retomar os serviços”, completou José Raphael Montoro.